“Porque a Música penetra mais fundo na alma humana” - Platão
“A vida é como
a música. Deve ser composta de ouvido, com sensibilidade e intuição, nunca por
normas rígidas.”
“Se a música é
o alimento do amor não parem de tocar. Dêem-me música em excesso; tanta que,
depois de saciar, mate de náusea o apetite.”
"A música
expressa o que não pode ser dito em palavras mas não pode permanecer em
silêncio."
No dia 22 de novembro comemora-se o "Dia da Música", data consagrada a
Santa Cecília, Padroeira Internacional dos Músicos, a quem os católicos
brasileiros dedicam fervorosa devoção.
A santa de nobre família italiana é consagrada como virgem, que declarou
seu voto de castidade à cristo. Sem seu conhecimento, foi prometida
pelos pais em casamento a um nobre jovem de nome Valeriano. No dia das
núpcias, Cecília cantava em seu coração o hino da pureza e declarou a
Valeriano, ainda pagão, como ela pertencia totalmente a Deus e que um
anjo guardava sua virgindade consagrada. Valeriano respondeu que
acreditava se visse o anjo. Então, Cecília o apresentou ao Papa Urbano
para que o preparasse ao batismo. Deste encontro resultou a conversão de
Valeriano, que recebeu o batismo e pôde, assim, ver o anjo ao lado de
Cecília. O anjo segurava nas mãos duas coroas de flores simbolizando o
martírio que em breve devia glorificar Cecília e Valeriano.
Tibúrcio, irmão de valeriano, quis igualmente receber o batismo. Pouco
depois, acusados de cristãos ante o prefeito da cidade, negaram-se a
receber o certificado de ter sacrificado aos deuses, mediante dinheiro.
Foram, então, decapitados. Cinco meses depois, Cecília era condenada à
morte por asfixia no quarto de banho superaquecido. Mas seu corpo foi
encontrado ainda vivo. Um golpe de espada deu fim àquela santa
existência. O Papa urbano mandou recolher seu corpo e depositá-lo nas
catacumbas de São Calisto, bem perto da cripta dos Papas. Devia ter sido
o ano de 225. Mais tarde foi transportado para a Basílica dedicada a
Santa Cecília sobre a antiga casa dos Cecílios, no Trastévere.
O ofício da Missa desta santa traz como antífona um tópico das atas do
martírio da Santa, no qual diz que, no dia do casamento, ouvindo os sons
dos instrumentos musicais, teria elevado o coração a deus nestas
piedosas aspirações: "Senhor, guardai sem mancha meu corpo e minha alma,
para que não seja confundida". Daí, a tradição que se Cecília tocasse a
harpa, merecendo ser declarada padroeirados músicos. De fato, os
artistas da Renascença representam Santa Cecília com um instrumento
musical nas mãos e músicos e cantores a celebram como sua protetora.

Nenhum comentário:
Postar um comentário