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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

13 de Janeiro - Dia do Santo Hilário de Poitiers


Lutou tenazmente contra os hereges arianos, que negavam a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi por isso chamado “o Atanásio do Ocidente”.

Hilário era de nacionalidade francesa, acredita-se que tenha nascido no ano 315, de família rica e pagã, recebeu educação e instrução privilegiada. Durante anos buscou na filosofia as respostas para seus questionamentos em busca da Verdade. Mas só as encontrou no Evangelho e então se converteu ao cristianismo.

Foi batizado aos trinta anos de idade, junto com a esposa e a filha, Abrè, a quem amava ternamente. A partir de então passou a levar uma vida familiar guiada pelos preceitos cristãos.

Este era um período de paz externa para a Igreja, que precisava se fortalecer no seu próprio interior. Mas que, no entanto, se apresentava cheia de pequenas rupturas internas, provocadas principalmente pela “heresia ariana”, uma doutrina que negava a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

SANTO HILÁRIO DE POITIERS(+367), Proclamado por Pio IX em 1851

Foi justamente pela vida exemplar que levava, assim como pelos conhecimentos intelectuais e espirituais que o povo e o clero, o elegeram bispo, convidando-o para o cargo. Era uma decisão difícil, pois um bispo alçado da sua condição tinha que, obrigatoriamente abandonar a família para abraçar o clero. Mas não vacilou e aceitou a incumbência e desafios que ela lhe trazia. Foi sagrado bispo de Poitiers e lutou vigorosamente contra o arianismo. Debate após debate, com os hereges, sua defesa da Fé foi se tornando conhecida e o respeito por sua atuação cada vez maior.



Foi por este motivo chamado “o Atanásio do Ocidente”. Como ele, Hilário foi perseguido pelos imperadores e sofreu o exílio. Enviado para o Oriente, não se sentiu derrotado, aproveitou para estudar o grego e conhecer as comunidades cristãs mais antigas e os ensinamentos dos maiores sábios da Igreja, o que só fortaleceu sua missão.

Corajoso, durante o exílio de cinco anos, escreveu livros contra os imperadores Constâncio e Auxêncio. Também foi o autor de diversas obras: sobre a Santíssima Trindade, Comentários sobre os Salmos, e algumas obras cujos textos interpretou. Contribuindo intensamente para o desenvolvimento da teologia da revelação.

Hilário ficou muito impressionado pela liturgia oriental. Compôs hinos litúrgicos para familiarizar os fiéis com a teologia e mantê-los mais intimamente unidos às celebrações. Pastor zeloso, procurou, ao retornar para sua diocese na França, oferecer a seu rebanho o que de melhor aprendera neste período de exílio.

Mas nem por isso esqueceu a família, cuja filha ele mesmo ministrou o sacramento do matrimônio e a esposa ingressou num mosteiro, com seu auxílio e aprovação.

Uma conhecida frase sua demonstra bem a coragem e a valentia com que viveu e atuou, enfrentando hereges e poderosos: “Enganam-se os que acreditam que me farão calar. Falarei pelos escritos e a palavra de Deus, que ninguém pode aprisionar, voará livre”.

Faleceu no ano de 367, quando passou a ser venerado como santo logo após seu último suspiro.

O Papa Pio IX, o canonizou e o honrou com o título de “Doutor da Igreja”, confirmando a sua celebração para o dia 13 de janeiro.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

20 de Agosto - São Bernardo de Claraval

São Bernardo de Claraval - Santo do dia 20  de agosto


Bernardo nasceu na última década do século XI, no ano 1090, em Dijon, França. Era o terceiro dos sete filhos do cavaleiro Tecelim e de sua esposa Alícia. A sua família era cristã, rica, poderosa e nobre. Desde tenra idade, demonstrou uma inteligência aguçada. Tímido, tornou-se um jovem de boa aparência, educado, culto, piedoso e de caráter reto e piedoso. Mas chamava a atenção pela sabedoria, prudência, poder de persuasão e profunda modéstia.


Quando sua mãe morreu, seus irmãos quiseram seguir a carreira militar, enquanto ele preferiu a vida religiosa, ouvindo o chamado de Deus. Na ocasião, todos os familiares foram contra, principalmente seu pai. Porém, com uma determinação poucas vezes vista, além de convencê-los, trouxe consigo: o pai, os irmãos, primos e vários amigos. Ao todo, trinta pessoas seguiram seus passos, sua confiança na fé em Cristo, e ingressaram no Mosteiro da Ordem de Cister, recém-fundada.


A contribuição de Bernardo dentro da ordem foi de tão grande magnitude que ele passou a ser considerado o seu segundo fundador. No seu ingresso, em 1113, eram apenas vinte membros e um mosteiro. Dois anos depois, foi enviado para fundar outro na cidade de Claraval, do qual foi eleito abade, ficando na direção durante trinta e oito anos. Foi um período de abundante florescimento da Ordem, que passou a contar com cento e sessenta e cinco mosteiros. Bernardo sozinho fundou sessenta e oito e, em suas mãos, mais de setecentos religiosos professaram os votos.


Bernardo viveu uma época muito conturbada na Igreja. Muitas vezes teve de deixar a reclusão contemplativa do mosteiro para envolver-se em questões que agitavam a sociedade. Foi pregador, místico, escritor, fundador de mosteiros, abade, conselheiro de papas, reis, bispos e também polemista político e tenaz pacificador. Nada conseguia abater ou afetar sua fé, imprimindo sua marca na história da espiritualidade católica romana.


Ao lado dessas atividades, nesse mesmo período teve uma atividade literária muito expressiva, em quantidade de obras e qualidade de conteúdo. Tornou-se o maior escritor do seu tempo, apesar de sua saúde sempre estar comprometida. Isso porque Bernardo era um religioso de vida muito austera, dormia pouco, jejuava com freqüência e impunha-se severa penitência.


Em 1153, participando de uma missão em Lorena, adoeceu. Percebendo a gravidade do seu estado, pediu para ser conduzido para o seu Mosteiro de Claraval, onde pouco tempo depois morreu, no dia 20 de agosto do mesmo ano. Foi sepultado na igreja do mosteiro, mas teve suas relíquias dispersadas durante a Revolução Francesa. Depois, sua cabeça foi entregue para ser guardada na catedral de Troyes, França.


São Bernardo de Claraval, canonizado em 1174, recebeu, com toda honra e justiça, o título de doutor da Igreja em 1830.

Fonte: Paulinas

terça-feira, 11 de agosto de 2015

11 de Agosto - Dia de Santa Clara de Assis (em italiano, Santa Chiara d'Assisi)


Clara nasceu em Assis, no ano 1193, no seio de uma família da nobreza italiana, muito rica, onde possuía de tudo. Porém o que a menina mais queria era seguir os ensinamentos de Francisco de Assis. Aliás, foi Clara a primeira mulher da Igreja a entusiasmar-se com o ideal franciscano. Sua família, entretanto, era contrária à sua resolução de seguir a vida religiosa, mas nada a demoveu do seu propósito.

No dia 18 de março de 1212, aos dezenove anos de idade, fugiu de casa e, humilde, apresentou-se na igreja de Santa Maria dos Anjos, onde era aguardada por Francisco e seus frades. Ele, então, cortou-lhe o cabelo, pediu que vestisse um modesto hábito de lã e pronunciasse os votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência.

Depois disso, Clara, a conselho de Francisco, ingressou no Mosteiro beneditino de São Paulo das Abadessas, para ir se familiarizando com a vida em comum. Pouco depois foi para a Ermida de Santo Ângelo de Panço, onde Inês, sua irmã de sangue, juntou-se a ela.

Pouco tempo depois, Francisco levou-as para o humilde Convento de São Damião, destinado à Ordem Segunda Franciscana, das monjas. Em agosto, quando ingressou Pacífica de Guelfúcio, Francisco deu às irmãs sua primeira forma de vida religiosa. Elas, primeiramente, foram chamadas de "Damianitas", depois, como Clara escolheu, de "Damas Pobres", e finalmente, como sempre serão chamadas, de "Clarissas".


Em 1216, sempre orientada por Francisco, Clara aceitou para a sua Ordem as regras beneditinas e o título de abadessa. Mas conseguiu o "privilégio da pobreza" do papa Inocêncio III, mantendo, assim, o carisma franciscano. O testemunho de fé de Clara foi tão grande que sua mãe, Ortolana, e mais uma de suas irmãs, Beatriz, abandonaram seus ricos palácios e foram viver ao seu lado, ingressando também na nova Ordem fundada por ela.


A partir de 1224, Clara adoeceu e, aos poucos, foi definhando. Em 1226, Francisco de Assis morreu e Clara teve visões projetadas na parede da sua pequena cela. Lá, via Francisco e os ritos das solenidades do seu funeral que estavam acontecendo na igreja. Anteriormente, tivera esse mesmo tipo de visão numa noite de Natal, quando viu, projetado, o presépio e pôde assistir ao santo ofício que se desenvolvia na igreja de Santa Maria dos Anjos. Por essas visões, que pareciam filmes projetados numa tela, santa Clara é considerada Padroeira da Televisão e de todos os seus profissionais.

Depois da morte de são Francisco, Clara viveu mais vinte e sete anos, dando continuidade à obra que aprendera e iniciara com ele. Outro feito de Clara ocorreu em 1240, quando, portando nas mãos o Santíssimo Sacramento, defendeu a cidade de Assis do ataque do exercito dos turcos muçulmanos.

No dia 11 de agosto de 1253, algumas horas antes de morrer, Clara recebeu das mãos de um enviado do papa Inocêncio IV a aguardada bula de aprovação canônica, deixando, assim, as sua "irmãs clarissas" asseguradas. Dois anos após sua morte, o papa Alexandre IV proclamou santa Clara de Assis.

Fonte: Paulinas





quarta-feira, 29 de julho de 2015

29 de Julho - Dia de Santa Marta



Santa Marta, irmã de Maria e Lázaro, vivia em Betânia e os três eram muito amigos de Jesus. Aqui passava Jesus horas de descanso, à beira de mãos que o serviam com carinho e ouvidos dóceis e acolhedores. No final do dia, quando terminavam as duras jornadas de Jerusalém, Betânia era para Jesus o lugar preferido de descanso.

São três os episódios protagonizados nesse local, três admiráveis encontros com Jesus. No primeiro, quando Jesus chegou a Betânia, Marta tudo fez para obsequiar um hóspede tão querido. Um pouco nervosa, delicada, solícita, ativa, Marta queixa-se a Jesus de que Maria, para O escutar melhor, a deixa sozinha com o serviço. Jesus responde-lhe que não se preocupe, que não se impaciente, porque o principal é a amizade, estar juntos. Jesus elogia a atitude de Maria. Santa Teresa afirma que é o "nada te pede?

 O segundo episódio sucede quando da morte de Lázaro. As irmãs avisam Jesus que Lázaro, o seu amigo, está doente. Quando Jesus chega já Lázaro morrera. Marta logo saiu erturbe, só Deus bsta", porém também diz que se Marta tivesse tomado a mesma atituade de Maria, quem teria servido o divino Hósao encontro de Jesus. Já não é apenas a mulher entendida em coisas de cozinha e serviço, pois mantém um diálogo com Jesus. Lázaro ressuscitará, diz-lhe Jesus. - Sim, já sei que ressuscitará no último dia, diz Marta. Então Jesus consola-a: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá".
 O último episódio foi seis dias antes da Páscoa. Simão, o Leproso, dava um banquete em honra de Jesus e estavam convidados os seus amigos. Marta servia, Lázaro estava à mesa, e Maria ungiu os pés de Jesus.

Os primeiros a dedicarem uma festa litúrgica à Santa Marta foram os frades franciscanos, em 1262, e o dia escolhido foi 29 de julho. Ela se difundiu e o povo cristão passou a celebrar Santa Marta como a padroeira dos anfitriões, dos hospedeiros, dos cozinheiros, dos nutricionistas e dietistas.

Fonte: http://www.portalangels.com/santo_do_dia/29julho.htm 

quarta-feira, 22 de julho de 2015

22 de Julho - Dia de Santa Maria Madalena




Maria Madalena, nasceu na Galiléia. Ela foi perdoada publicamente por Jesus, que a tomou como exemplo de que seu Pai acolhia a todos, desde que chegassem ao arrependimento. Seguiu Jesus tornando-se sua discípula, junto com as outras mulheres do grupo.Além disso, foi, ainda, a escolhida para ser a primeira testemunha da ressurreição. No dia da Páscoa, Jesus apareceu para Maria Madalena e a mandou ir anunciar a sua ressurreição aos discípulos.

Maria Madalena lava os Pes de Jesus -Versailles.jpg
Maria Madalena lava os pés de Jesus - Versailles




segunda-feira, 11 de maio de 2015

11 de Maio de 2007 - Canonização do 1º Santo Brasileiro, FREI GALVÃO, em São Paulo, pelo Papa Bento VVI



O dia 25 de outubro, dia oficial do santo, foi estabelecido, na Liturgia, pelo saudoso Papa João Paulo II, na ocasião da beatificação de Frei Galvão em 1998 em Roma. Com a canonização do primeiro santo que nasceu, viveu e morreu no Brasil. Em 11 de maio de 2007, o Papa Bento XVI manteve a data de 25 de outubro.


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

27 de Janeiro - Dia de Santa Angela de Mérici




Angela de Merici nasceu em 21 março de 1470 em Disenzano, Lombardia, Itália. Ela ficou órfã com 10 anos. Ela e sua irmã  foram criadas pelo seu tio, com carinho e amor.

Sua irmã morreu repentinamente, sem receber os últimos sacramentos e isto  deixou Angela muito chocada e triste. Ela se tornou um membro da Terceira Ordem das Franciscanas e orava com muita freqüência pela salvação da alma de sua irmã.

Quando Angela estava com 20 anos, seu tio faleceu e ela teve que voltar para sua casa em Disenzano.

Ali ela converteu sua casa em uma escola para ensinar catecismo as crianças e fundou uma congregação dedicada  a treinar jovens religiosas. Ela logo abriu uma segunda escola em Bréscia, Itália.

Em 1524 Angela fez uma peregrinação a Terra Santa e quando estava na ilha de Creta ficou cega. Parou a sua peregrinação e voltou a Roma onde foi recebida pelo Papa Clemente VII (1523-1534). Ela estava decidida a retornar a Bréscia para continuar seu trabalho. No dia 25 de novembro de 1535 ela fundou a Ordem de Santa Úrsula, na época chamada de Companhia de Santa Úrsula. Elas viviam em uma pequena casa perto da Igreja de Santa Afra na Bréscia. Ela serviu com superiora por 5 anos, vindo a falecer em 27 de janeiro de 1540. Seu corpo  foi enterrado  na igreja de Santa Afra e ela é, as vezes, chamada de Santa Angela de Bréscia. A Ordem das Ursulinas  receberam aprovação papal em 1544 e Santa Angela é especialmente venerada em Bréscia e nas comunidades Ursulinas. Foi canonizada em 1807.

Ela é mostrada na arte litúrgica da Igreja  com o hábito ursulino.
 
 

sábado, 24 de janeiro de 2015

24 de Janeiro - Dia de São Francisco de Sales – Patrono dos escritores e jornalistas




Nasceu em 21/08/1457 – Morreu em 28/12/1622 - Foi um sacerdote católico, bispo de Genebra. Tem o título de Doutor da Igreja, é titular e patrono da família salesiana (fundada por São João Bosco).
Curiosidades
Em 1632, na exumação dos seus restos mortais, o seu corpo encontrava-se em perfeito estado e inclusive com elasticidade nos braços, e ao mesmo tempo uma fragrância doce emanava de seu túmulo.
Dom Bosco denominou sua comunidade de Salesiana em homenagem a São Francisco de Sales.
São Francisco de Sales aceitou em sua casa um jovem com dificuldade de audição e criou uma linguagem de símbolos para possibilitar a comunicação. Essa obra de caridade conduziu a Igreja a dar-lhe um outro título, ou seja, o de Padroeiro dos de Difícil Audição (surdos).
Este santo nasceu no Castelo de Sales em 1567. Sua mãe, uma condessa, buscou formá-lo muito bem com os padres da Companhia de Jesus, onde, dentre muitas disciplinas, também aprendeu várias línguas. Muito cedo, fez um voto de viver a castidade e buscar sempre a vontade do Senhor. Ao longo da história desse santo muito amado, vamos percebendo o quanto ele buscou e o quanto encontrou o que Deus queria.


Anos mais tarde, São Francisco escreveu “Introdução à vida devota” e, vivendo do amor de Deus, escreveu também o “Tratado do amor de Deus”.

Certa ocasião, atacado pela tentação de desconfiar da misericórdia do Senhor, ele buscou a resposta dessa dúvida com o auxílio de Nossa Senhora e, assim, a desconfiança foi dissipada. Estudou Direito em Pádua, mas, contrariando familiares, quis ser padre. E foi um sacerdote que buscou a santidade não só para si, mas também para os outros.

No seu itinerário de pregações, de zelo apostólico e de evangelização, semeando a unidade e espalhando, com a ajuda da imprensa, a sã doutrina cristã, foi escolhido por Deus para o serviço do episcopado em Genebra. Primeiro, como coadjutor, depois, sendo o titular. Um apóstolo do amor e da misericórdia. Um homem que conseguiu expressar, com o seu amor e a sua vida, a mansidão do Senhor.

Diz-se que, depois de sua morte, descobriu-se que sua mesa de trabalho estava toda arranhada por baixo, porque, com seu temperamento forte, preferia arranhar a mesa a responder sem amor e sem mansidão para as pessoas.


Doutor da Igreja, é fundador da Ordem da Visitação, titular e patrono da família salesiana, fundada por Dom Bosco, que se inspirou nele ao adotar o nome [salesiano]. Também é patrono dos escritores e dos jornalistas devido ao estilo e ao conteúdo de seus escritos.

Esse grande santo da Igreja morreu com 56 anos, sendo que 21 deles foram vividos no episcopado como servo para todos e sinal de santidade.

Peçamos a intercessão desse grande santo para que, numa vida devota e vivendo do amor de Deus, possamos percorrer o nosso caminho em busca de Deus em todos os caminhos.


São Francisco de Sales, rogai por nós!



Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_de_Sales

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

13 de janeiro - Dia de Santa Verônica de Binasco (1445-1497)



Filha de pobres camponeses, Verônica trabalhava nas plantações da província de Binasco, na Itália, para ajudar aos pais.  Este trabalho a deixava cada vez mais próxima de Deus, a quem desejava servir, mas por ser analfabeta, temia não ser aceita em um convento. 
Passou, então, a tentar aprender a ler e a escrever, sozinha, à noite, quando a família se deitava, mas quase nada conseguia. Conta-se que um dia Nossa Senhora apareceu-lhe e lhe ensinou que ela somente precisaria conhecer três "letras" místicas: a pureza de intenção, repugnância a críticas e meditação diária da Paixão de Cristo.
E foi seguindo esses ensinamentos que, aos 22 anos, Verônica conseguiu ser aceita no Convento de Santa Marta, no qual viveu durante 30 anos, nos quais se dedicou aos trabalhos mais humildes, em contato direto com o povo e com os miseráveis.
Nasceu em Binasco (uma pequena vila perto de Milão), Itália  em 1445.
De uma família de camponeses em uma pequena vila fazia suas tarefas normais no campo. Não teve educação formal e tentou sem sucesso se educar lendo a noite. Ela começou tendo êxtases religiosos e visões da vida de Cristo e a Virgem Maria a ensinou o catecismo. Nossa Senhora explicou na forma de três cartas místicas o significado da pureza de intenções, na segunda o aborrecimento e a reclamação, na terceira a meditação do dia da Paixão .
Tornou-se uma agostiniana no Convento de Santa Matha em Milão aos 22 anos e foi instruída por três anos antes de entrar para o convento. Foi indicada para conseguir ajuda e esmolas para ajudar o Convento.
Ela era notável pregadora e conseguia almas para Jesus.
Ela sofria intensas dores por êxtases durantes anos. Ela teve um visão de Cristo  em 1494 quando recebeu uma mensagem para o  Papa Alexandre VI. Ela fez a viagem para Roma para entregar a mensagem que o papa recebeu com admiração pela sua notável exatidão e coerência, vindo de uma irmã sem profundos conhecimentos dos Evangelhos.
Seguida de um doença de 6 meses ela veio a falecer no dia que ela previu em uma de suas visões.
Faleceu em 13 de janeiro de 1497 em Milão de causas naturais.
Beatificada pelo Papa Leão X em 1517(culto confirmado) e em 1672 o Papa Clemente X estendeu sua devoção a toda a Ordem Agostiniana.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

12 de Dezembro - Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América Latina


Em 1531, Nossa Senhora apareceu a um príncipe indígena mexicano, o Beato Juan Diego e deixou a ele um sinal de que era realmente a Mãe de Deus: no manto do vidente apareceu milagrosamente impressa a imagem da Virgem. A partir daí, a evangelização do México, até então lenta e difícil, tornou-se avassaladora, sendo destruídos os últimos resquícios da bárbara superstição dos aztecas, que escravizavam outros povos e sacrificavam seus próprios filhos em rituais sangrentos. O manto de Juan Diego, perfeitamente conservado apesar de se terem passado mais de 450 anos, é ainda hoje venerado no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, que foi declarada Padroeira de toda a América, em 1945, pelo Papa Pio XII. Nesse santuário, o Papa João Paulo II consagrou solenemente, em 1979, toda a América Latina a Nossa Senhora de Guadalupe. 
História de Nossa Senhora de Guadalupe

O relato mais antigo sobre as aparições da Virgem Maria ao índio Juan Diego, no cerro de Tepeyac, é o chamado Nican Mopohua, escrito em língua náhuatl nos meados do séc. XVI. O autor, contemporâneo dos acontecimentos, reproduz os diálogos coloquiais típicos, repetidos e carinhosos, que Nossa Senhora mantém com o vidente. É a conversa confiante de um homem simples com a sua mãe.

A história começa no mês de Dezembro de 1531. Nessa ocasião, conta o Nican Mopohua, dez anos depois de a cidade do México ter sido conquistada, acabou a guerra e os povos viviam em paz, e assim começou a consolidar-se a fé, o conhecimento do Deus verdadeiro, razão da vida do homem. A evangelização avançava a passos largos. Pareciam já longínquos aqueles ritos macabros que os bons nativos se viam obrigados a suportar, como um jugo pesado, para contentar os seus ídolos, sedentos de sangue.

A libertação do mal e do erro, que os sacramentos e a doutrina de Jesus Cristo tinham trazido, caiu como um bálsamo no coração daquele povo, e a graça produziu o maravilhoso milagre da conversão. Dez anos somente após a chegada da fé ao antigo reino azteca, Deus quis mostrar que colocava a evangelização do novo continente sob o manto da Medianeira de todas as graças, a sua Mãe Santíssima.
E aconteceu, lê-se no Nican Mopohua, que havia um índio, um pobre homem do povo, de nome Juan Diego, segundo se diz natural de Cuuahtitlán. Um sábado, de manhã cedo, dirigia-se à cidade do México, para ir ao catecismo. Quando passava junto a um pequeno cerro chamado Tepeyac, ouviu cantar no alto do cerro, como se fosse o canto maravilhoso de muitos pássaros. Encantado, aquele homem pensou que estava no paraíso. E, quando o canto acabou de repente, quando se fez silêncio, ouviu que o chamavam de cima do pequeno cerro, dizendo: “Juanito, Juan Dieguito”. Muito contente, dirigiu-se ao lugar de onde vinha aquela voz e viu uma nobre Senhora que ali estava em pé e que o chamava para se aproximar d’Ela. Ao chegar à sua presença, ficou encantado com a sua nobreza sobre-humana: as suas vestes eram radiantes como o sol; e a pedra, a falésia onde estava de pé, lançava raios resplandecentes.

Juan Diego prostrou-se e escutou a sua palavra, extremamente agradável, muito amável, como de quem o atraía e estimava muito. Ela disse-lhe: “Juanito, o mais pequeno dos meus filhos, onde vais?” E ele respondeu “Minha Senhora e minha Menina, tenho de ir à tua casa de México Tlatelolco, para aprender as coisas divinas, que nos ensinam os nossos sacerdotes, enviados de Nosso Senhor”.

Depois, a Virgem comunicou a Juan Diego qual era a sua vontade: “Sabe e compreende bem, tu, o mais pequeno dos meus filhos, que eu sou a sempre Virgem Santa Maria, Mãe do verdadeiro Deus, razão do nosso viver; do Criador dos homens, do que está próximo e perto, o Dono do céu, o Senhor do mundo. Desejo vivamente que me ergam aqui um templo, para nele mostrar e dar todo o meu amor, compaixão, auxílio e amparo; porque na verdade eu sou a vossa Mãe bondosa, tua e de todos vós que viveis unidos nesta terra e dos outros povos, que me amem, que me invoquem, me procurem e confiem em mim; aí escutarei o seu pranto, as suas tristezas, para remediar e curar todas as suas penas, misérias e dores”.

Depois Nossa Senhora ordenou-lhe que se apresentasse ao bispo Frei Juan de Zumárraga, para lhe dar a conhecer o seu desejo, e concluiu: “E está certo de que hei-de agradecer-te e pagar bem, pois vou fazer-te feliz na terra e merecerás que recompense o trabalho e fadiga com que vais realizar o que te peço. Olha que ouviste o meu pedido, meu filho mais pequeno; vai e põe nele todo o teu esforço.”

Mas não acreditaram no bom do índio quando revelou o que Virgem Maria lhe tinha dito e, muito compungido, voltou ao cerro de Tepeyac para comunicar o fracasso da sua embaixada e pedir à Santíssima Virgem que enviasse alguém mais digno: uma pessoa importante e respeitada, a quem certamente dariam mais crédito. Porém, ouviu esta resposta:

“Ouve, o mais pequeno dos meus filhos, compreende que são muitos os meus servidores e mensageiros a quem posso encarregar de levar a minha mensagem e fazer a minha vontade, mas é absolutamente necessário que tu próprio a pedir e a ajudar a que a minha vontade se cumpra por tua mediação.”

Confortado deste modo, Juan Diego reiterou o seu oferecimento de se apresentar ao bispo e assim o fez no dia seguinte. Depois de ter sido interrogado, também desta vez não acreditaram nele. Frei Juan pediu-lhe um sinal inequívoco de que era a Rainha do Céu quem o enviava. Juan Diego apresentou-se novamente à Virgem em Tepeyac para transmitir as suas explicações, e a Senhora prometeu entregar-lhe no dia seguinte um sinal irrefutável.

Mas Juan Diego não voltou lá, porque ao regressar a casa, encontrou o seu tio Juan Bernardino a morrer. Foi procurar um médico, mas já era inútil. Passou esse dia e, ao chegar a noite, o tio pediu-lhe que fosse procurar um sacerdote para se confessar e morrer em paz. Na terça-feira de manhã, Juan Diego pôs-se a caminho e, ao chegar perto do cerro de Tepeyac, decidiu fazer um desvio para evitar encontrar-se com a Senhora. Pensava, na sua ingenuidade, que, se se demorasse, não chegaria a tempo de um sacerdote fosse confortar o seu tio.
Porém, a Virgem Maria saiu-lhe ao encontro e deu-se este encantador diálogo, que Nican Mopohua nos transmitiu com toda a sua frescura: disse-lhe: “Que se passa, meu filho mais pequeno? Onde vais?”

Juan Diego, confuso e receoso, devolveu a saudação: “Minha Menina, a mais pequenas das minhas filhas, Senhora, oxalá estejas contente. Como acordaste? Estás bem de saúde, oh minha Senhora e minha Menina?”.

E explicou humildemente porque se tinha afastado da missão recebida. Depois de ouvir a explicação de Juan Diego, a piedosíssima Virgem Maria respondeu:

“Ouve e entende bem, meu filho mais pequeno, que aquilo que te assusta e aflige não é nada; não se perturbe o teu coração, não temas essa doença nem qualquer outra doença ou angústia. Não estou eu aqui, que sou tua Mãe? Acaso não estás sob a minha proteção e amparo? Não sou eu a tua saúde? Não estás porventura no meu regaço e entre os meus braços? De que mais precisas?”

O desenlace da história é bem conhecido: o prodígio das rosas floridas no alto do cerro, que foram colocadas pela Virgem na capa de Juan Diego, e levadas a Frei Juan de Zumárraga como prova das aparições, e como, ao abrir Juan Diego a sua tosca capa, apareceu a maravilhosa imagem, não pintada por mão de homem, que ainda hoje se conserva e venera.

O tio de Juan Diego curou-se e viu a Santíssima Virgem que lhe pediu que também fosse ter com o bispo para lhe contar o que tinha visto e de que maneira maravilhosa Ela o tinha curado; e como devia chamar-se a sua bendita imagem, a Sempre Virgem Santa Maria de Guadalupe.

Juan Diego viveu até aos setenta e quatro anos, depois de ter morado durante cerca de três lustros junto à primeira ermida construída para prestar culto a Santa Maria de Guadalupe. Faleceu em 1548, tal como o bispo Frei Juan de Zumárraga. A sua canonização ocorreu em 31 de Julho de 2002.
Em pouco tempo, a devoção è Virgem de Guadalupe propagou-se de forma prodigiosa. A sua solidez entre o povo mexicano é um fenômeno que não tem comparação fácil; a sua imagem pode ver-se em toda a parte e contam-se por milhões os peregrinos que acorrem com uma fé maravilhosa a colocar as suas intenções aos pés da imagem milagrosa na sua Villa de México. Em toda a América e em muitas outras nações do mundo se invoca com fervor aquela que por singular privilégio, em nenhum outro caso outorgado, deixou o seu retrato como prova do seu amor.

Fonte: http://www.santododia.com.br / http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/historia-de-nossa-senhora-de-guadalupe

domingo, 12 de outubro de 2014

12 de Outubro - Dia de Nossa Senhora Aparecida







Conforme Lei Nº 6.802, de 30.06.1980, que está relacionada com a 1ª visita do Papa João Paulo II ao Brasil.

"Ó Virgem Aparecida, padroeira do Brasil, que espalhais inúmeras bênçãos sobre a nossa Pátria, desejosos de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrados aos vossos pés, consagramo-vos nossa mente, nossa vontade e nosso coração para que estejam sempre ao serviço do bem. Nós vos consagramos, também, ó Senhora Aparecida, as nossas famílias e todo o povo brasileiro. Livrai-nos da violência, dos desastres, das doenças, do pecado e de todo mal. Acolhei sob a vossa maternal proteção as nossas famílias, as crianças, os doentes, os velhinhos e os pobres que não têm amparo. Abençoai o papa, os bispos e presbíteros, nosso pároco e todo vosso povo. Senhora Aparecida, padroeira querida do Brasil, socorrei-nos em todas as nossas necessidades, fortalecei-nos em nossa fraqueza, caminhai conosco, a fim de que, seguindo os passos de vosso Filho Jesus, possamos um dia louvar-vos e bendizer-vos para sempre no céu. Amém."

sábado, 4 de outubro de 2014

Santo do Dia - São Francisco de Assis




Francisco nasceu em Assis, na Úmbria (Itália) em 1182. Jovem orgulhoso, vaidoso e rico, que se tornou o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos. Com 24 anos, renunciou a toda riqueza para desposar a “Senhora Pobreza”.

Aconteceu que Francisco foi para a guerra como cavaleiro, mas doente ouviu e obedeceu a voz do Patrão que lhe dizia: “Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?”. Ele respondeu que ao amo. “Porque, então, transformas o amo em criado?”, replicou a voz. No início de sua conversão, foi como peregrino a Roma, vivendo como eremita e na solidão, quando recebeu a ordem do Santo Cristo na igrejinha de São Damião: “Vai restaurar minha igreja, que está em ruínas”.

Onde há amor e sabedoria, não há medo e nem ignorância. (São Francisco de Assis)

Partindo em missão de paz e bem, seguiu com perfeita alegria o Cristo pobre, casto e obediente. No campo de Assis havia uma ermida de Nossa Senhora chamada Porciúncula. Este foi o lugar predileto de Francisco e dos seus companheiros, pois na Primavera do ano de 1200 já não estava só; tinham-se unido a ele alguns valentes que pediam também esmola, trabalhavam no campo, pregavam, visitavam e consolavam os doentes. A partir daí, Francisco dedica-se a viagens missionárias: Roma, Chipre, Egito, Síria… Peregrinando até aos Lugares Santos. Quando voltou à Itália, em 1220, encontrou a Fraternidade dividida. Parte dos Frades não compreendia a simplicidade do Evangelho.

Em 1223, foi a Roma e obteve a aprovação mais solene da Regra, como ato culminante da sua vida. Na última etapa de sua vida, recebeu no Monte Alverne os estigmas de Cristo, em 1224.


Já enfraquecido por tanta penitência e cego por chorar pelo amor que não é amado, São Francisco de Assis, na igreja de São Damião, encontra-se rodeado pelos seus filhos espirituais e assim, recita ao mundo o cântico das criaturas. O seráfico pai, São Francisco de Assis, retira-se então para a Porciúncula, onde morre deitado nas humildes cinzas a 3 de outubro de 1226. Passados dois anos incompletos, a 16 de julho de 1228, o Pobrezinho de Assis era canonizado por Gregório IX.


Fonte: Google/Canção Nova

sábado, 27 de setembro de 2014

27 de Setembro - Dia de São Cosme e São Damião padroeiros dos farmacêuticos, médicos e faculdades de medicina.



Hoje, lembramos dois dos santos mais citados na Igreja: santos na vocação da vida. Viveram no Oriente e, desde jovens, eram habilidosos médicos. Com a conversão passaram a ser também missionários, ou seja, aproveitando a ciência com a confiança no poder da oração levavam a muitos a saúde do corpo e da alma.

Viveram na Ásia Menor, até que diante da perseguição de Diocleciano, no ano 300 da era cristã, foram presos pois eram considerados inimigos dos deuses e acusados de usar feitiçarias e meios diabólicos para disfarçar as curas. Tendo em vista esta acusação, a resposta deles era sempre:

“Nós curamos as doenças, em nome de Jesus Cristo e pelo Seu poder!”

Diante da insistência, quanto à adoração aos deuses, responderam: “Teus deuses não têm poder algum, nós adoramos o Criador do céu e da terra!”


Jamais abandonaram a fé e foram decapitados em 303. São considerados os padroeiros dos farmacêuticos, médicos e das faculdades de medicina.