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sábado, 17 de agosto de 2013

Dialética da inveja - Olavo de Carvalho

A inveja é o mais dissimulado dos sentimentos humanos, não só por ser o mais desprezível mas porque se compõe, em essência, de um conflito insolúvel entre a aversão a si mesmo e o anseio de autovalorização, de tal modo que a alma, dividida, fala para fora com a voz do orgulho e para dentro com a do desprezo, não logrando jamais aquela unidade de intenção e de tom que evidencia a sinceridade.
Que eu saiba, o único invejoso assumido da literatura universal é O Sobrinho de Rameau, de Diderot, personagem caricato demais para ser real. Mesmo O Homem do Subterrâneo de Dostoiévski só se exprime no papel porque acredita que não será lido. A gente confessa ódio, humilhação, medo, ciúme, tristeza, cobiça. Inveja, nunca. A inveja admitida se anularia no ato, transmutando-se em competição franca ou em desistência resignada. A inveja é o único sentimento que se alimenta de sua própria ocultação.
O homem torna-se invejoso quando desiste intimamente dos bens que cobiçava, por acreditar, em segredo, que não os merece. O que lhe dói não é a falta dos bens, mas do mérito. Daí sua compulsão de depreciar esses bens, de destruí-los ou de substituí-los por simulacros miseráveis, fingindo julgá-los mais valiosos que os originais. É precisamente nas dissimulações que a inveja se revela da maneira mais clara.
As formas de dissimulação são muitas, mas a inveja essencial, primordial, tem por objeto os bens espirituais, porque são mais abstratos e impalpáveis, mais aptos a despertar no invejoso aquele sentimento de exclusão irremediável que faz dele, em vida, um condenado do inferno. Riqueza material e poder mundano nunca são tão distantes, tão incompreensíveis, quanto a amizade de Abel com Deus, que leva Caim ao desespero, ou o misterioso dom do gênio criador, que humilha as inteligências medíocres mesmo quando bem sucedidas social e economicamente. Por trás da inveja vulgar há sempre inveja espiritual.
Mas a inveja espiritual muda de motivo conforme os tempos. A época moderna, explica Lionel Trilling em Beyond Culture (1964), "é a primeira em que muitos homens aspiram a altas realizações nas artes e, na sua frustração, formam uma classe despossuída, um proletariado do espírito."
Para novos motivos, novas dissimulações. O "proletariado do espírito" é, como já observava Otto Maria Carpeaux (A Cinza do Purgatório, 1943), a classe revolucionária por excelência. Desde a Revolução Francesa, os movimentos ideológicos de massa sempre recrutaram o grosso de seus líderes da multidão dos semi-intelectuais ressentidos. Afastados do trabalho manual pela instrução que receberam, separados da realização nas letras e nas artes pela sua mediocridade endêmica, que lhes restava? A revolta. Mas uma revolta em nome da inépcia se autodesmoralizaria no ato. O único que a confessou, com candura suicida, foi justamente o "sobrinho de Rameau". Como que advertidos por essa cruel caricatura, os demais notaram que era preciso a camuflagem de um pretexto nobre. Para isso serviram os pobres e oprimidos. A facilidade com que todo revolucionário derrama lágrimas de piedade por eles enquanto luta contra o establishment, passando a oprimi-los tão logo sobe ao poder, só se explica pelo fato de que não era o sofrimento material deles que o comovia, mas apenas o seu próprio sofrimento psíquico. O direito dos pobres é a poção alucinógena com que o intelectual ativista se inebria de ilusões quanto aos motivos da sua conduta. E é o próprio drama interior da inveja espiritual que dá ao seu discurso aquela hipnótica intensidade emocional que W. B. Yeats notava nos apóstolos do pior (v. "The Second Coming" e "The Leaders of the Crowd" em Michael Robartes and The Dancer, 1921). Nenhum sentimento autêntico se expressa com furor comparável ao da encenação histérica.
Por ironia, o que deu origem ao grand guignol das revoluções modernas não foi a exclusão, mas a inclusão: foi quando as portas das atividades culturais superiores se abriram para as massas de classe média e pobre que, fatalmente, o número de frustrados das letras se multiplicou por milhões.
A "rebelião das massas" a que se referia José Ortega y Gasset (La Rebelión de las Masas, 1928) consistia precisamente nisso: não na ascensão dos pobres à cultura superior, mas na concomitante impossibilidade de democratizar o gênio. A inveja resultante gerava ódio aos próprios bens recém-conquistados, que pareciam tanto mais inacessíveis às almas quanto mais democratizados no mundo: daí o clamor geral contra a "cultura de elite", justamente no momento em que ela já não era privilégio da elite.
Ortega, de maneira tão injusta quanto compreensível, foi por isso acusado de elitista. Mas Eric Hoffer, operário elevado por mérito próprio ao nível de grande intelectual, também escreveu páginas penetrantes sobre a psicologia dos ativistas, "pseudo-intelectuais tagarelas e cheios de pose... Vivendo vidas estéreis e inúteis, não possuem autoconfiança e auto-respeito, e anseiam pela ilusão de peso e importância." (The Ordeal of Change, 1952).
Por isso, leitores, não estranhem quando virem, na liderança dos "movimentos sociais", cidadãos de classe média e alta diplomados pelas universidades mais caras, como é o caso aliás do próprio sr. João Pedro Stedile, economista da PUC-RS. Se esses movimentos fossem autenticamente de pobres, eles se contentariam com o atendimento de suas reivindicações nominais: um pedaço de terra, uma casa, ferramentas de trabalho. Mas o vazio no coração do intelectual ativista, o buraco negro da inveja espiritual, é tão profundo quanto o abismo do inferno. Nem o mundo inteiro pode preenchê-lo. Por isso a demanda razoável dos bens mais simples da vida, esperança inicial da massa dos liderados, acaba sempre se ampliando, por iniciativa dos líderes, na exigência louca de uma transformação total da realidade, de uma mutação revolucionária do mundo. E, no caos da revolução, as esperanças dos pobres acabam sempre sacrificadas à glória dos intelectuais ativistas.
Fonte: Folha de S. Paulo, 26 de agosto de 2003

quarta-feira, 1 de maio de 2013


"A história do Primeiro de Maio mostra, portanto, que se trata de um dia de luto e de luta, mas não só pela redução da jornada de trabalho, mas também pela conquista de todas as outras reivindicações de quem produz a riqueza da sociedade.”“ – Perseu Abramo.

O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.

Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade.

Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.

Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho.

Chicago, Maio de 1886


O retrocesso vivido nestes primórdios do século XXI remete-nos directamente aos piores momentos dos primórdios do Modo de Produção Capitalista, quando ainda eram comuns práticas ainda mais selvagens. Não apenas se procurava mais produtividade, através de baixos salários, mas até mesmo a saúde física e mental dos trabalhadores estava comprometida por excessivas horas de trabalho que se estendiam até 17 horas diárias, prática comum nas indústrias da Europa e dos Estados Unidos, no final do século XVIII e durante o século XIX;como também férias, descanso semanal e aposentadoria não existiam. Para se protegerem em momentos difíceis os trabalhadores inventavam vários tipos de organização: como as caixas de auxílio mútuo, precursoras dos primeiros sindicatos.

Com as primeiras organizações, surgiram também as campanhas e mobilizações reivindicando maiores salários e redução do tempo de trabalho. As Greves, que nem sempre pacíficas, surgiam por todo o mundo industrializado. Chicago, um dos principais pólos industriais norte-americanos, também era um dos grandes centros sindicais. Duas importantes organizações lideravam os trabalhadores e dirigiam as manifestações em todo o país: a AFL (Federação Americana de Trabalho) e a Knights of Labor (Cavaleiros do Trabalho). As organizações, sindicatos e associações que surgiam eram formadas principalmente por trabalhadores de tendências políticas socialistas, anarquistas e social-democratas. Em 1886, Chicago foi palco de uma intensa greve operária. Nesta época, Chicago não era apenas o centro da máfia e do crime organizado mas era também o centro do anarquismo na América do Norte, com importantes jornais operários como o Arbeiter Zeitung e o Verboten, dirigidos respectivamente por August Spies e Michel Schwab.

Como já se tornou comum, os jornais mais importantes chamavam os líderes operários de preguiçosos e desordeiros. Uma manifestação pacífica, composta de trabalhadores, desempregados e familiares silenciou momentaneamente tais críticas, embora com resultados trágicos no pequeno prazo. No alto dos edifícios e nas esquinas estava posicionada a repressão policial. A manifestação terminou com um ardente comício.

Manifestações do Primeiro de Maio de 1886

No dia 3, a greve continuava em muitos estabelecimentos. Diante da fábrica McCormick Harvester, a polícia disparou contra um grupo de operários, matando seis, deixando 50 feridos e centenas presos, Spies convocou os trabalhadores para uma concentração na tarde do dia 4. O ambiente era de revolta, apesar de os líderes pedirem calma.

Os oradores se revezavam; Spies, Parsons e Sam Fieldem, pediram a união e a continuidade do movimento. No final da manifestação, um grupo de 180 polícias atacou os manifestantes, espancando-os. Uma bomba rebentou no meio dos guardas. Uns 60 foram feridos e vários morreram. Os reforços chegaram e começaram a atirar em todas as direcções. Centenas de pessoas de todas as idades morreram nesse dia.

A repressão foi aumentando num crescendo sem fim e as pessoas foram proibidas de saírem à rua. Milhares de trabalhadores foram presos, muitas sedes de sindicatos incendiadas, criminosos pagos pelos patrões invadiram casas de trabalhadores, espancando-os e destruindo os seus pertences.

A justiça burguesa levou a julgamento os líderes do movimento, August Spies, Sam Fieldem, Oscar Neeb, Adolph Fischer, Michel Shwab, Louis Lingg e Georg Engel. O julgamento começou dia 21 de junho e desenrolou-se rapidamente. Provas e testemunhas foram inventadas. A sentença foi lida dia 9 de outubro, no qual Parsons, Engel, Fischer, Lingg, Spies foram condenados à morte na forca; Fieldem e Schwab, à prisão perpétua e Neeb a quinze anos de prisão.

Spies fez a sua última defesa:
"Se com o nosso enforcamento vocês pensam em destruir o movimento operário - este movimento de milhões de seres humilhados, que sofrem na pobreza e na miséria, esperam a redenção – se esta é sua opinião, enforquem-nos. Aqui terão apagado uma faísca, mas lá e acolá, atrás e na frente de vocês, em todas as partes, as chamas crescerão. É um fogo subterrâneo e vocês não poderão apagá-lo!"

Parsons também fez um discurso:
"Arrebenta a tua necessidade e o teu medo de ser escravo, o pão é a liberdade, a liberdade é o pão". Fez um relato da acção dos trabalhadores, desmascarando a farsa dos patrões com minúcias e falou de seus ideais:
"A propriedade das máquinas como privilégio de uns poucos é o que combatemos, o monopólio das mesmas, eis aquilo contra o que lutamos. Nós desejamos que todas as forças da natureza, que todas as forças sociais, que essa força gigantesca, produto do trabalho e da inteligência das gerações passadas, sejam postas à disposição do homem, submetidas ao homem para sempre. Este e não outro é o objectivo do socialismo".
No dia 11 de novembro, Spies, Engel, Fischer e Parsons foram levados para o pátio da prisão e executados. Lingg não estava entre eles, pois suicidou-se. Passados seis anos, o governo de Illinois, pressionado pelos protestos contra a iniquidade do processo, anulou a sentença e libertou os três sobreviventes.

Em 1888 quando a AFL realizou o seu congresso, surgiu a proposta para realizar nova greve geral em 1º de maio de 1890, a fim de se estender a jornada de 8 horas às zonas que ainda não haviam conquistado.

No centenário do início da Revolução Francesa, em 14 de julho de 1889, reuniu-se em Paris um congresso operário marxista. Os delegados representavam três milhões de trabalhadores. Esse congresso marca a fundação da Segunda Internacional. Nele Herr Marx expulsou os anarquistas, cortou o braço esquerdo do movimento operário num momento em que a concordância entre todos os socialistas, comunistas e anarquistas residia na meta: chegada a uma sociedade sem classes, sem exploração, justa, fraterna e feliz. Os meios a empregar-se para atingir aquele objectivo constituíam os principais pontos de discordância: Herr Marx, com toda a sua genialidade incontestável, levou adiante a tese de que somente através de uma “Ditadura do Proletariado” se poderia ter os meios necessários à abolição da sociedade de classes, da exploração do homem pelo homem.

Mikhail Bakunin, radical libertário, contrapondo-se a Marx, criou a nova máxima: “Não se chega à Luz através das Trevas.” Segundo o Anarquista russo, deve-se buscar uma sociedade feliz, sem classes, sem exploração e sem “ditadura” intermediária de espécie alguma! A tendência maioritária do Congresso ficou em torno de Herr Marx e os Anarquistas foram expulsos.

Muitos têm apontado nesta ruptura de 1890 os motivos do fracasso do socialismo. Enfatizou-se mais do que o necessário a questão da “ditadura” e o “proletariado” acabou esquecido. A própria China de hoje (2004) é disso exemplo: uma pequenina casta de empresários lidera ditatorialmente uma nação equalizada à força aproximando perigosamente aquela tendência do neoliberalismo...

Nesta reunião do Congresso Operário de 1890, o belga Raymond Lavigne promoveu uma grande manifestação internacional, ao mesmo tempo, com data fixa, em todas os países e cidades pela redução da jornada de trabalho para 8 horas e aplicação de outras resoluções do Congresso Internacional. Como nos Estados Unidos já havia sido marcada para o dia 1º de maio de 1890 uma manifestação similar, manteve-se o dia para todos os países.

No segundo Congresso Internacional em Bruxelas, de 16 a 23 de setembro de 1891, foi feito um balanço do movimento de 1890 e no final desse encontro foi aprovada a resolução histórica: tornar o 1º de maio como "um dia de festa dos trabalhadores de todos os países, durante o qual os trabalhadores devem manifestar os objetivos comuns de suas reivindicações, bem como sua solidariedade".

Como vemos, a greve de 1º de maio de 1886 em Chicago, nos Estados Unidos, não foi um facto histórico isolado na luta dos trabalhadores. Ela representou o desenrolar de um longo processo de luta, em várias partes do mundo que, já no século XIX, acumulavam várias experiências na luta entre o capital (trabalho morto apropriado por poucos) versus trabalho (seres humanos vivos, que amam, desejam, constróem e sonham!).

O incipiente movimento operário que nascera com a revolução industrial, começava a atentar para a importância da internacionalização da luta dos trabalhadores. O próprio massacre ao movimento grevista de Chicago não foi o primeiro, mas passou a simbolizar a luta pela igualdade, pelo fim da exploração e das injustiças.


Muitos foram os que tombaram na luta por um mundo melhor, do massacre de Chicago aos dias de hoje fez-se um longo percurso de lutas históricas. Os tempos actuais são difíceis para os trabalhadores. A nova revolução tecnológica criou uma instabilidade maior promovendo horas de trabalho mais longas com salários mais baixos; cresceu o número de seres humanos capazes de trabalhar, porém, para a nova ordem eles são descartáveis. Essa é a modernidade neoliberal.A realidade mostra-nos a face cruel do capital. A produção capitalista continua a fazer apelo ao trabalho infantil. Somente na Ásia, são 146 milhões nas fábricas, e segundo as Nações Unidas, um milhão de crianças são lançadas no comércio sexual a cada ano que passa.



Por Maria José

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Receita de Alegria - Pablo Picasso

"Joga fora todos os números não essenciais para tua sobrevivência. Isto inclui: idade, peso e altura. Que eles preocupem ao médico. Para isto o pagamos.
Conviva, de preferência, com amigos alegres. Os pessimistas não são convenientes para ti.
Continua aprendendo… Aprenda mais sobre computadores, artesanato, jardinagem, qualquer coisa… Não deixe teu cérebro desocupado. Uma mente sem uso é oficina do diabo. E o nome do diabo é “Alzheimer”.
Ria sempre, muito e alto. Ria até não poder mais. Inclusive de ti mesmo!
Quando as lágrimas chegarem: aguenta, sofre e… Segue adiante.
Agradeça cada dia que amanhece como uma nova oportunidade para fazer aquilo que ainda não tiveste coragem de começar.
Do princípio ao fim.
Prefira novos caminhos do que voltar a caminhos mil vezes trilhados.
Desperta teus sentidos para que não percas tudo de belo e formoso que te cerca.
Apaga o cinza de tua vida. E acenda as cores que carregas dentro de ti.
Contagia de alegria ao teu redor,  e tenta ir além das fronteiras pessoais a que tenhas chegado aprisionado pelo tempo.
Porém lembra-te: a única pessoa que te acompanha a vida inteira és tu mesmo.
Cerca-te daquilo que gostas: família, animais, lembranças, música, plantas, um Hobabe, seja o que for…
Teu lar é teu refúgio, porém não fiques trancado nele.
Teu melhor capital, a saúde. Aproveite-a se é boa, não a desperdice; se não é, não a estrague mais.
Não se renda à nostalgia.
Sai à rua. Vá à uma cidade vizinha, a um país estrangeiro…
Porém não viaja ao passado porque, dói!
Diz aos que amas, que realmente os amas e faça isso em todas as oportunidades que tiver.
E lembra-te sempre que a vida não se mede pelo número de vezes que respirastes, mas pelos momentos que teu coração palpitou forte:

de muito rir…
de surpresa…
de êxtase…
de felicidade…
E sobretudo…
de amar sem medida. "

“Há pessoas que transformam o sol em uma pequena mancha amarela, porém há também as que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol.”

domingo, 30 de dezembro de 2012

A PORTA DO LADO - Por Dráuzio Varella


 Em entrevista dada pelo médico Dráuzio Varella, disse ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentosmínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.
E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente…
É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping).
Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.
Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior.
Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.
Será que nada dá errado pra eles?
Dá aos montes.
Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.
O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote.
Que “audácia” contrariá-los!
São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato.
Alguém aí falou em complexo de perseguição?
Justamente.
O mundo versus eles.
Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também.
É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel.
E como esse, a maioria dos nossos problemões podem serresolvidos assim, rapidinho.
Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato.
Eu ando deixando de graça…
Pra ser sincero, vinte e quatro horas têm sido pouco prá tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado?
Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia.
Então eu uso a ”porta do lado” e vou tratar do que é importante de fato.
Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.”
Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague o seu dia…
Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia.
Lembre-se, o humor é contagiante, para o bem e para o mal, portanto, sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria.
A “Porta do lado” pode ser uma boa entrada ou uma boa saída…
Experimente!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Mensalão: História do maior escândalo no Brasil


"Se analisado à luz do rito processual penal brasileiro, as perspectivas sobre o processo do Mensalão, o maior escândalo de corrupção política na história do Brasil, são de que ele pode terminar sem punição dos acusados. No Brasil, o processo que tramita no Supremo Tribunal Federal sobre o maior escândalo de corrupção política da história do País, conhecido por Mensalão, pode finalizar sem punição dos acusados por força da prescrição do crime de formação de quadrilha.
No próximo mês de agosto, 22 réus do processo do Mensalão, que está sob julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), estarão livres de uma das principais acusações, a de formação de quadrilha.
O desmantelamento do esquema de corrupção política através do Mensalão, a pior crise política do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será iniciado na última semana de agosto deste ano, quando vai prescrever o crime de formação de quadrilha.
O crime de formação de quadrilha, citado mais de 50 vezes na denúncia do Ministério Público - aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF) -, é visto como uma espécie de "ação central" do esquema, mas desaparecerá sem que nenhum dos 'mensaleiros' seja julgado. Entre os 38 réus do processo, 22 respondem por formação de quadrilha.
Apontado pelo Ministério Público como o "chefe" do Mensalão, José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil da Presidência da República no governo do ex-presidente Lula, parece estar mais próximo da absolvição.
Foi do próprio ex-presidente Lula o primeiro sinal político concreto em favor da contestação do processo do Mensalão. Ao deixar o governo, Lula disse que sua principal missão, a partir de janeiro deste ano - já estamos em março - seria "mostrar que o Mensalão é uma farsa".
Réus no Mensalão, enquadrados no crime de formação de quadrilha, enquanto aguardam o julgamento recuperaram as forças políticas que perderam e já começam ocupar cargos importantes no Governo da presidente Dilma Rousseff.
Um dos fatos que demonstra essa articulação envolveu a indicação do novo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, e mostrou a preocupação do governo com o futuro do Mensalão na Suprema Corte de Justiça do Brasil.
Na sabatina informal com Fux, um integrante do governo perguntou ao então candidato: "Como o senhor votará no Mensalão?". Para não se comprometer, Fux deu uma resposta padrão: se houvesse provas, votaria pela condenação; se não houvesse, pela absolvição.
Entre os atuais ministros do STF, causa também uma certa estranheza o fato de o ministro José Antônio Dias Toffoli participar do julgamento do Mensalão. Advogado do PT, ex-assessor da liderança do partido na Câmara e subordinado a José Dirceu na Casa Civil da Presidência da República no governo do ex-presidente Lula, Dias Toffoli já participou do julgamento de recursos do Mensalão.
Um dos ministros do STF teria lembrado que o ex-ministro Francisco Rezek se declarou suspeito de participar do julgamento do ex-presidente Fernando Collor de Mello no STF por ter sido ministro das Relações Exteriores no seu governo e retornado ao STF por indicação do próprio Fernando Collor. Por conta disso, Francisco Rezek entendeu por bem não participar do julgamento do então presidente Fernando Collor de Mello no Supremo Tribunal Federal.
Dentro do próprio governo existem articulações políticas para fortalecer e blindar políticos do PT que são réus do Mensalão. O exemplo mais cínico e atrevido dessas manobras foi a nomeação do ex-deputado José Genoino, que na época do escândalo do Mensalão era presidente do PT, para o cargo de assessor especial do Ministério da Defesa, pelo próprio ministro Nelson Jobim, atendendo pedido de petistas. Genuino nada sabe sobre defesa e nada tem a ver com militares.
João Paulo Cunha, outro petista réu no Mensalão, foi eleito membro da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Câmara dos Deputados. Por ser membro da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, João Paula Cunha passa a ter uma blindagem política.
Além das manobras políticas para por fim sem punições ao processo do Mensalão no Supremo Tribunal Federal vários outros obstáculos processuais colaboram para que os culpados saiam impunes do episódio.
Como obstáculos processuais, a complexidade da investigação que envolve os 38 réus é um deles. As dificuldades naturais para se conseguir provas de todas as denúncias contra os acusados faz com que os próprios ministros do Supremo Tribunal Federal admitam que, muitos dos réus, entre eles personagens centrais do Mensalão, deverão ser absolvidos.
Se se buscar um histórico do Supremo Tribunal Federal, poderá ser constatado que as poucas condenações daquela Corte de Justiça só ocorreram quando foram exibidas provas absolutas, cabais e incontestáveis.
Diane desse fato histórico do tribunal, o ex-ministro José Dirceu sairia impune do processo, por força das dificuldades de se localizar provas suficientes para condená-lo por corrupção ativa. Assim, diante da já esperada prescrição do crime de formação de quadrilha, o tribunal não teria como condenar José Dirceu, estrela de primeira grandeza do PT, acusado de ser o mentor intelectual e chefão do Mensalão.
A mesma expectativa vale para duas outras estrelas petistas: Luiz Gushiken, ex-ministro do governo Lula, denunciado por peculato, e o ex-deputado Professor Luizinho, que foi líder do governo na Câmara, acusado de lavar dinheiro.
Ao contrário do autor da denúncia do Mensalão, ex-procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, o atual procurador-geral da República, Roberto Gurgel, nunca conversou diretamente com o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo.
Aliás, Roberto Gurgel formulou, tardiamente, em dezembro passado, 12 pedidos de diligência que acabaram por atrasar o calendário processual do Mensalão, previsto por Barbosa.
Segundo o calendário do ministro Joaquim Barbosa, toda a instrução do processo do Mensalão estará concluída em abril ou maio deste ano. Em seguida, Joaquim Barbosa terá de analisar mais de 42 mil páginas do processo, reunidas em 200 volumes, com quase 600 depoimentos e um calhamaço de provas colhidas.
Depois de proferir seu voto como relator do Mensalão, o que deverá ocorrer até dezembro deste ano ou no início do que vem, Joaquim Barbosa remeterá o processo para o ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo, que, da mesma forma, terá de fazer uma leitura de todas as peças processuais para então proferir seu voto como revisor.
Feito todo esse procedimento processual, o Mensalão estaria pronto para julgamento no segundo semestre de 2012. Entretanto, há quem diga que, por prudência, o Supremo Tribunal Federal não julgaria o Mensalão no segundo semestre de 2012 pelo fato de ser um processo com potencial capaz de interferir nas eleições municipais previstas para o mês de outubro daquele semestre em todo o País.
Então, o julgamento do Mensalão ficaria para 2013, exatos oito anos depois de descoberto o maior escândalo de corrupção política em toda a história do Brasil.
Em 2007, no julgamento do inquérito do Mensalão, quando o Supremo Tribunal Federal acatou a denúncia contra os acusados foi criada uma expectativa de que os envolvidos no escândalo não escapariam de uma condenação na Suprema Corte de Justiça do Brasil.
Naquela oportunidade, a rapidez com que foi julgada e acatada a denúncia do procurador-geral da República, além do raro consenso dos ministros sobre o Mensalão criou-se a sensação de que não haveria impunidade para os acusados.
Essa sensação, que foi apenas uma ilusão dentro de um contexto artificial, foi provocada pela troca de mensagens entre ministros durante uma sessão do tribunal.
Os ministros Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia conversavam, por meio do sistema de comunicação interno do tribunal, sobre uma possível articulação de colegas para derrubarem integralmente a denúncia do Mensalão. A suspeita não era apenas dos dois. Outros ministros disseram ter ouvido um colega do tribunal dizer que rejeitaria a denúncia do então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza.
Com a divulgação dessa informação, criou-se um clima de constrangimento, e nenhum ministro sentiu-se à vontade para discutir à exaustão cada ponto da denúncia. Então, decidiu que, melhor seria acelerar a conclusão do julgamento da denúncia em favor da abertura do processo contra os acusados.
Com esse cenário favorável à aceitação da denúncia, o relator do processo do Mensalão, ministro Joaquim Barbosa, teve o trabalho facilitado, com a denúncia sendo recebida praticamente na íntegra e a impressão de que a investigação não tinha pontos falhos.
Atualmente, ministros do próprio tribunal teriam dito que vários pontos do inquérito seriam derrubados facilmente se o julgamento tivesse transcorrido em clima de normalidade.
O ESCÂNDALO DO MENSALÃO
Escândalo do Mensalão ou "Esquema de compra de votos de parlamentares" é o nome dado à maior crise política sofrida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2005/2006 no Brasil.
Em 14 de maio de 2005, foi divulgada pela imprensa de uma gravação de vídeo na qual o ex-chefe do DECAM/ECT, Maurício Marinho, solicitava e também recebia vantagem indevida para ilicitamente beneficiar um falso empresário - na realidade o advogado curitibano Joel Santos Filho, o denunciante da corrupção, que, para colher prova material do crime, faz-se passar por empresário interessado em negociar com os Correios.
Na negociação estabelecida com o falso empresário, Maurício Marinho expôs, com riqueza de detalhes, o esquema de corrupção de agentes públicos existente naquela empresa pública.
Segundo o então procurador-geral da República, Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, na denúncia que apresentou e foi acolhida pelo Supremo Tribunal Federal, o ex-deputado Federal Roberto Jefferson - então Presidente do PTB, acuado, pois o esquema de corrupção e desvio de dinheiro público estava focado em dirigentes dos Correios indicados pelo PTB, resultado de sua composição política com integrantes do Governo - revelou detalhes do esquema de corrupção de parlamentares, do qual fazia parte, esclarecendo que parlamentares que compunham a chamada "base aliada do governo" recebiam, periodicamente, recursos do Partido dos Trabalhadores em razão do seu apoio ao Governo Federal, constituindo o que se denominou como "Mensalão".
O neologismo Mensalão, popularizado pelo então deputado federal Roberto Jefferson em entrevista que deu ressonância nacional ao escândalo, é uma variante da palavra "mensalidade", usada para se referir a uma suposta "mesada" paga a deputados para votarem a favor de projetos de interesse do Poder Executivo. Segundo o deputado, o termo já era comum nos bastidores da política entre os parlamentares para designar essa prática ilegal.
A palavra "Mensalão" foi então adotada pela mídia para se referir ao caso. A palavra, tal como ela é, foi utilizada também na mídia internacional sempre acompanhada de uma pseudo-tradução. Em espanhol já foi traduzida como "mensalón" e em inglês como "big monthly allowance" (grande pagamento mensal) e "vote-buying" (compra de votos).
Entre 22 a 27 de agosto de 2007, o Supremo Tribunal Federal iniciou o julgamento das 40 pessoas denunciadas pelo procurador-geral da República, em 11 de abril de 2006.
O tribunal recebeu praticamente todas as denúncias feitas contra cada um dos acusados, o que os fez passar da condição de denunciados à condição de réus no processo criminal, devendo defender-se das acusações que lhes foram imputadas perante a Justiça, para, posteriormente, serem julgados pelo tribunal.
Em julho de 2008, foi descoberto, durante uma investigação sobre o banqueiro Daniel Dantas, que o Banco Opportunity foi uma das principais fontes de recursos do Mensalão. Através do Banco Opportunity, Daniel Dantas era o gestor da Brasil Telecom, controladora da Telemig e da Amazônia Telecom.
As investigações apontaram que essas empresas de telefonia injetaram R$ 127 Milhões nas contas da DNA Propaganda, administrada por Marcos Valério, o que, segundo a Polícia Federal, alimentava o Valerioduto, esquema de pagamento ilegal a parlamentares.
A Polícia Federal pôde chegar a essa conclusão após a Justiça ter autorizado a quebra de sigilo do computador central do Banco Opportunity.
Esta é, portanto, a história e a expectativa sobre o Mensalão, considerado o maior escândalo de corrupção política da história do Brasil, que assombrou a opinião pública brasileira e 'conquistou', de forma negativa para o País, até o noticiário da imprensa internacional."

Por António Carlos Lacerda


A Impunidade - Por Ronyvaldo Barros dos Santos

"Não é novidade que no Brasil a impunidade é uma questão muito debatida em protestos, porém nunca resolvida. Muitos fazem crítica a este erro inaceitável do poder público, mas parece que estamos longe de alcançarmos o direito de vermos punidos aqueles que assolam a sociedade.
A Human Rights Watch, uma organização de defesa dos direitos humanos, criticou duramente os atos impunes na justiça brasileira. Segundo a ONG, os abusos aos direitos humanos no Brasil são significativos, pois no país há muita impunidade e há ainda a falta de acesso à Justiça. Afirmou ainda que os policiais são muito corruptos e que as condições das prisões brasileiras são muito ruins.
O caso é que a Justiça brasileira é cega até demais, cega e surda! Parece que ninguém é punido. As prisões vivem lotadas e quem comanda dentro das cadeias são os bandidos.
Isso é resultado de uma política aberta a atos viciosos que contemplam a fidalguia e aflige aos pobres. Todavia o problema vai além disso, porque concerne a corrupção e a ameaça aos homens dotados da lei, concerne vícios e interesses econômicos (entendendo-lhe como uma associação direta entre dinheiro e corrupção).
A maioridade deveria, em força da lei, se alinhar à idade em que o indivíduo é considerado cidadão, 16 anos, para que houvesse menos atos impunes.
Enfim, há diversas medidas que podem ser tomadas; porém o problema é muito maior do que imaginamos, uma vez que o Supremo Tribunal Federal olvida estas conversações e dialogam entre si (os membros do STF) como se tivessem os mais altos títulos nobiliárquicos e, assim sendo, decidem sozinhos o que é certo e errado se tratando da inconsistente justiça brasileira."

"A IMPUNIDADE é uma licença do Estado que o bandido usa para continuar matando, roubando, violentando, depredando, pichando, corrompendo, fraudando, recebendo propinas, saqueando cofres públicos, desviando recursos do povo, prevaricando..." Jorge Bengochea
 
 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Esquerda pode Roubar? Por Heloisa Helena


"Não! Não pode! Não deve! Mas infelizmente muitos dos que são ideologicamente formados na Esquerda roubam diretamente e acobertam desavergonhadamente quem o faz, promovendo danos muito piores no imaginário popular do que mesmo quando essa prática arcaica e reacionária é patrocinada por outras forças políticas! Esse debate gera duras contendas e reações inesperadas de vexatória proteção aos Corruptos de Esquerda sob a égide das mais diversas e fraudulentas análises ideológicas e políticas em todos os Partidos.

Sou – como milhares de militantes – da Esquerda Socialista forjada ao longo de décadas de enfrentamentos dolorosos e inimagináveis contra o que de pior existe nas forças reacionárias e corruptas da política estadual e nacional! Aprendi especialmente – ainda na dedicação militante dos melhores anos da minha juventude – que a mais digna e elevada moral humana é a moral socialista e também aprendi que a moral emancipadora dos revolucionários não se omite em desmascarar a moral burguesa e compartilhar com o povo os malditos segredos profissionais dos homens do capital! Imaginem como me sinto hoje identificando com a mais triste clareza a vulgaridade fétida da roubalheira dos cofres públicos conduzida por quadros históricos da Esquerda com a mesma metodologia cínica e criminosa que ao longo das décadas enfrentamos na Direita... e como se isso muito já não fosse ainda ter que assistir a defesa vil e vagabunda revestida de ideologia para justificar essa prática nefasta.
A “Esquerda” que se predispõe a fazer esse serviço sujo incorpora ao mesmo tempo a covardia do fatalismo diante da conservadora política econômica – concentradora de riqueza e semeadora de barbárie social – e as mesmas artimanhas asquerosas e trapaceiras de apropriação privada do aparelho de estado, ou seja, incorporam todas as concepções contra as quais lutamos corajosamente durante tanto tempo. Chega a ser angustiante vivenciar fatos que comprovam até a incorporação sem pudor do velho exibicionismo nos gostos “refinados”... dos hotéis de luxo para negócios de corrupção e privatização do estado; das mansões de prostituição para conspiração contra o interesse público; das alianças e articulações das bases de sustentação governamental para destruição da natureza, roubalheira contra pobres e assalariados e proteção ao grande capital... Enfim, tudo do mesmo! E ainda têm o cinismo de alardear que a luta contra a corrupção é udenismo e moralismo pequeno-burguês ou esbravejar nas mesas de bares das burocracias partidárias - com uma aura típica da vaidade dos desonestos intelectualmente e farsantes politicamente - que o oportunismo eleitoral e a vigarice política deles se assemelham a negociação de Lênin com o Kaiser Alemão para entrar na Rússia em insurreição... Deviam ter vergonha de tão absurda comparação quando roubam para se lambuzar nas benesses do dinheiro e não têm sequer a coragem de fazer cumprir, ao menos, as Leis que obstaculizam os crimes contra a administração pública!
Ufa! Ainda bem que continuo a mesma militante de Esquerda que aprendeu a não se vender e nem se render aos encantos do capitalismo e compreendeu desde cedo a necessidade de promover as pequenas revoluções cotidianas como preparo essencial deste difícil solo árido que um dia certamente verá brotar a bela e maravilhosa experiência para a humanidade do mundo justo de pão, paz e felicidade!

Aproveito ainda este espaço democrático para um esclarecimento breve sobre minha saúde: Pois bem... estou tentando enfrentar os problemas e torcendo que meu Cerebelo Nocauteador tenha a serenidade que eu não tenho diante das injustiças por causas evitáveis e no enfrentamento aos políticos cínicos, vadios e ladrões! Sobre a polêmica em torno do fato de que não tenho Plano de Saúde e nem uso o imoral plano de Saúde Vitalício para Ex-Senadores é o óbvio esperado de alguém que exige coerência especialmente de si mesma... aliás estranhíssimo seria se eu pegasse um jatinho e buscasse os melhores serviços de saúde privados no Eixo São Paulo/ EUA às custas do que é legal mas, na minha avaliação, absolutamente imoral! Aproveito ainda para agradecer a competência e generosidade de todas (os) que fazem realmente o cotidiano de superação das gigantescas adversidades do HGE/UE. Epa! Quase esqueci de relatar que os Comensais dos Políticos Vadios criticaram o fato alegando marketing... bem fuleirinho, né?  Vejamos... optar por um Hospital Público de bactérias multi-resistentes, compartilhando aparadeiras, num vão com dezenas de camas (a minha ao lado de um banheiro improvisado para uso geral), num hospital com três dias sem gaze... Convenhamos!! Mas eu sei que os Políticos Corruptos e seus Apaniguados não suportam conviver com a Coerência e a Honestidade de ninguém, pois isso acaba por configurar o parâmetro que mostra o quanto eles são desprezíveis! Avante! Como diz a linda Cora Coralina aos que fazem a escalada da montanha da vida: “Entre pedras cresceu a minha poesia... Minha vida... Quebrando pedras e plantando flores!”

Heloísa Helena é vereadora em Maceio (PSOL), ex-Senadora da República e ex-candidata a Presidente pelo PSOL

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

As aparências enganam. E como enganam!


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Aparências que enganam

"O ser humano vive sempre julgando. E o pior, cada um de nós tem a tendência de achar que faz sempre a leitura correta dos fatos. Infalivelmente. Presos a paradigmas, somos conduzidos a imaginar padrões de beleza, riqueza e felicidade, como sendo uniformes e que se enquadram a qualquer um ou a qualquer situação. E assim, a sociedade em que vivemos define e reduz como sendo beleza aquela pessoa que tem traços fisionômicos compatíveis com as convenções estabelecidas, em geral desprezando-se os dotes interiores.
Riqueza é vista como sinônimo de felicidade. Sempre o ter vencendo o ser. Na realidade, fica difícil para o rico ou famoso avaliar o grau da amizade. Surge a dúvida se a aproximação é pelo que é, ou pelo que tem ou representa. Movidos pela generalização, julgamos ser feliz quem tem dinheiro, quem está casado, quem tem poder, fama... Raramente se valorizam as pequenas coisas, os mini-gestos que apesar de parecerem insignificantes, às vezes contam muito mais.
A atenção de uma visita ou uma homenagem sincera pode ser mais importante que um caro presente. Posso até ser mal interpretada por isso, ou mesmo tachada de contraditória, mas observe bem, em geral a inteligência ou educação são padrões de comportamentos sempre bem evidenciados, mas pode não ser bem por aí. Sem pretensão de ferir sua importância há de convir que se mal direcionados podem ser potencialidades nulas.
Quem arquiteta armas bélicas são pessoas inteligentes, sim, mas de que serve, se os resultados são nocivos? E os que promovem as fraudes, os golpes? Inteligências destas naturezas tem valor? Há os que julgam pessoas educadas aquelas restritas em atender convenções sociais: desejar "bom dia, boa tarde, boa noite, por favor, obrigado..." Não pretendo tirar o mérito deste modo de comportamento, mas se for conduzido apenas como força de expressão ou formalidade...
Acho que educação passa, sobretudo, pelo respeito ao próximo, ao seu modo de ser e pensar. E assim vamos levando a vida, realizando juízos de valor errôneos. O que me inspirou a escrever sobre o assunto - as aparências enganam - foi juntar tudo isso que penso à esta historiazinha que recebi. Quem me enviou desconhece o autor.
"Um casal tomava café no dia de suas Bodas de Ouro. A mulher passou a manteiga na casca do pão e deu para o marido, ficando com o miolo. Pensou ela:
- Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais meu marido e, por 50 anos, sempre lhe dei o miolo. Mas hoje quis satisfazer o meu desejo.
Para sua imediata surpresa o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim e ele lhe disse:
- Muito obrigado por este presente, meu amor. Durante 50 anos, sempre quis comer a casca do pão, mas como você sempre gostou tanto dela, eu jamais ousei pedir!"
Comentário do enviado (site Caminhos de Luz): "Assim é a vida... Muitas vezes nosso julgamento sobre a felicidade alheia pode ser responsável pela nossa infelicidade... Diálogo, franqueza, com delicadeza sempre, são o melhor remédio"
E agora arremato meu pensamento sobre as aparências que enganam. Veja bem se o que falei sobre a influência dos paradigmas não tem razão de ser? Somos felizes pelo que somos, gostamos, optamos ou construímos para nós e não pelo equívoco do juízo de valor de outrem.
Para finalizar, um detalhe importante: olhar e enxergar são coisas muito bem distintas. As aparências enganam. E como enganam!"

Por Fátima Farias

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

"Esgoto, ratos e políticos"

                               2011, Brasil, política, corrupção, governo, ratos, sujeira, safadeza, roubo, partidos políticos, parlamento, nacional, G1, critica, esgoto. 
"Um Brasil de todos se tornou titulo de contos de fadas, historinha para boi dormir, porque lutar então? Enquanto existirem jornalistas decentes e uma mídia ativa, o brasileiro terá a oportunidade de se preparar contra as pestes que assolam,destruindo a dignidade do país.

Ratoeiras e armadilhas é hora de confrontar! Ratos crescem, reproduzem-se em sociedade,CPI? Do que se trata mesmo? Punir os culpados, agir em defesa do cidadão, será?
O G1 destacou 92 processos e 125 acusações, os parlamentares processados são:

Abelardo Camarinha (PSB-SP) Abelardo Lupion (DEM-PR) Ademir Camilo (PDT-MG) Aelton Freitas (PR-MG) Alexandre Roso (PSB-RS) André Moura (PSC-SE) Aníbal Gomes (PMDB-CE) Anthony Garotinho (PR-RJ)

Antônia Lúcia Câmara (PSC-AC) – Bernardo Santana (PR-MG) – Beto Mansur (PP-SP) – Carlos Bezerra (PMDB-MT)- Carlos Magno (PP-RO) – César Halum (PPS-TO) – Cleber Verde (PRB-MA) – Dimas Fabiano (PP-MG) – Edson Giroto (PR-MS)

Eduardo Azeredo (PSDB-MG)- Eliene Lima (PP-MT) – Fernando Torres (DEM-BA)- Fernando Giacobo (PR-PR) – Flaviano Melo (PMDB-AC) – Francisco Floriano (PR-RJ) Geraldo Simões (PT-BA)- Giovanni Queiroz (PDT-PA) – Herbson ‘Berinho’ Bantim (PSDB-RR)

Hugo Napoleão (DEM-PI) – Jânio Natal (PRP-BA) – Jaqueline Roriz (PMN-DF) – João Lyra (PTB-AL) – João Paulo Cunha (PT-SP) – João Paulo Lima (PT-PE)- João Rodrigues (DEM-SC)- Joaquim Lira Maia (DEM-PA)

José Augusto Maia (PTB-PE)- Marçal Filho (PMDB-MS) – Marco Antonio Tebaldi (PSDB-SC) – Maria Dalva, a Professora Dalva (PT-AP) – Maurício Trindade (PR-BA)- Natan Donadon (PMDB-RO)- Oziel Alves Oliveira (PDT-BA)

Pastor Heleno (PRB-SE) – Paulo César Justo Quarteiro (DEM-RR)- Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) – Paulo Maluf (PP-SP) – Pedro Henry (PP-MT) – Protógenes Queiroz (PC do B-SP)-Raimundo Macêdo (PMDB-CE)- Roberto Britto (PP-BA) – Romário de Souza Faria (PSB-RJ) – Sabino Castelo Branco (PTB-AM)- Sandro Mabel (PR-GO)-Sebastião Bala (PDT-AP)

Sérgio Moraes (PTB-RS) – Silas Câmara (PSC-AM) – Valdemar Costa Neto (PR-SP)- Valmir Assunção (PT-BA) – Wladimir Costa (PMDB-PA)

Fede! Fede! Podridão a céu aberto!

Por El Poirot

Quem for podre que se quebre!

 "Quem é Cúmplice da Podridão da Corrupção?"

Imagem ilustrativa

09/8/2011
Publicado por Heloisa Helena

"O brilhante escritor – e Prêmio Nobel de Literatura - Gabriel Garcia Marques em análise sobre a corrupção no seu país proclamou “na Colômbia onde aperta sai pus!”... igualzinho aqui no Brasil mas ainda bem que foi ele quem falou pois assim os vadios da política alagoana não podem gritar contra mim “agressiva, histérica”! Embora eu nem mais me importe com essa cantilena deles até por que minha maravilhosa porção ternura é preciosa demais pra usar com a canalha da política... pra eles reservo mesmo é a minha insuportável porção caldeirão de fervura!

Mas vamos aos fatos dos longos últimos dias... Corrupção, Corrupção, Corrupção, Corrupção! Ou como diz na Legislação: Formação de Bando ou Quadrilha, Tráfico de Influência, Lavagem de Dinheiro, Condescendência Criminosa, Improbidade Administrativa, Intermediação de Interesse Privado, Peculato, Prevaricação, Corrupção Ativa e Passiva, Exploração de Prestígio, etc, etc... e pra completar tudo isso, diz a Lei – e a Lenda - que deverá cumprir muitos anos de Prisão todo Político Ladrão!


Alguns dirão, relembrando fato histórico importante, que o Brasil desde a Carta de Pero Vaz de Caminha adotou o “jeitinho”... lembramos todos que após 450 linhas de preciosos e interessantes detalhes sobre tudo o que via, o dito cujo termina nas últimas três linhas solicitando ao El-Rei Dom Manoel uma “singular mercê” (num misto de nepotismo e tráfico de influência) em liberar - sem pena pagar - o seu genro preso em São Tomé por ser mal acostumado a roubar igrejas e surrar padres.


Na história recente do nosso país continua se vendo tudo no quesito roubalheira dos cofres públicos e impunidade... Na política de Juros estratosféricos para o parasitismo do capital financeiro e lucros dos bandos políticos que em torno do poder orbitam; Na política de privatização (assumida ou enrustida) com dinheiro público; Nos financiamentos de campanha (muitos empresários cínicos criticam a corrupção, mas adoram financiar político ladrão); Na Estruturação do Orçamento e Execução (onde são liberadas “Emendas” sob a égide do Propinódromo e da Promiscuidade mais bandida e vulgar); Na indicação preferencial para a ocupação de Cargos Públicos de profundos conhecedores do ofício de descaradamente roubar; Na comercialização dos segredos de Estado ganhando milhões às custas do tráfico de influências; Na ostentação vulgar da riqueza e patrimônio construído pelos saqueadores dos cofres públicos e integrantes da rede criminosa; Nas  modalidades mais “criativas” de dólares roubados transportados nas peças íntimas do vestuário masculino ou produtos alimentícios; Etc, Etc!

Nos fatos recentes sobre novos episódios de corrupção e banditismo político, a polêmica foi toda direcionada para o debate sobre intolerância, uso de algemas e direitos dos presos! Os indícios relevantes de Crimes contra a Administração Pública e as provas incontestáveis da velha metodologia da vigarice política e patrimonialista na Gestão do Aparelho de Estado foram escamoteadas. Quero deixar registrado o profundo respeito que tenho aos argumentos utilizados, mas também o profundo desprezo que tenho por muitos cínicos manipuladores e falsários que usam esses argumentos apenas para proteger os apaniguados e associados governistas das operações criminosas (em Alagoas é a mesma cantilena quando prendem políticos larápios!). Vejamos os importantes argumentos utilizados – com o palavreado assemelhado -  pelos governistas e respectiva base bajulatória para cobrarmos dessas mesmas autoridades o rigor na aplicação da Lei e a veemência nos discursos quando estiverem sendo investigados e expostos de forma humilhante os milhões de Pobres do Brasil ou os Inimigos das Majestades de Plantão: 1. Garantir a existência de uma Justiça eficaz, sóbria, séria, racional, cautelosa, incontestável nas atitudes e providências tomadas; 2. Garantir o impedimento da violação da legislação que protege a imagem, a intimidade, a privacidade e assim evitando a exposição humilhante do preso e a destruição da sua honra e dignidade antes de rigorosamente apuradas as denúncias em obediência ao Estado Democrático de Direito. 3. Garantir a apuração e punição rigorosa em eventuais excessos cometidos pelo Aparato Repressivo Policial com ilegalidades no cumprimento de mandatos de busca, apreensão e prisão. Sendo sempre importante lembrar – às “Autoridades” viciadas na roubalheira e aos eleitores omissos ou cúmplices - que deve ser uma luta incansável da sociedade preservar a Honra e a Dignidade de quem a tem... Político Ladrão e os dele Associados já a perdeu quando resolveu ser parte dos Podres Submundos do Poder.


Para terminar só lembrando a alguns cínicos governistas que condenam a “truculência” da Polícia Federal diante dos Roubos aos Cofres Públicos que esse mesmo Comando Político (Lula, Dilma, José Dirceu) USOU em agosto de 2003– mesmo sob os dignos protestos de honestos petistas e corajosas Associações de Policiais Federais em todo país – a brutal força do Centro de Operações Táticas da Polícia Federal (diretamente ligada à Casa Civil e Presidência da República) armada de fuzis, cassetetes e bombas de gás para espancar 15 (quinze) funcionários do INSS que em Brasília REIVINDICAVAM SALÁRIOS (entre eles a hoje Deputada Estadual RJ/ Janira Rocha e uma Senadora da República/eu, Heloísa sem medo dos Gritos dos Senhores da Casa Grande Palaciana e sem nenhuma etiqueta na testa dizendo o preço!). Mas... Avante que a Vida é Bela... mesmo quando nos deparamos com uns calhordas nos Caminhos traçados por ela!!"

 

*Texto reproduzido com autorização da autora.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Nordestino não é inútil, diga não ao Preconceito!

Não sou e nem quero ser palmatória do mundo, até porque cometo erros como qualquer pessoa, porém preciso dividir com todos o motivo que gerou a minha indignação e de muitos ontem no Twitter. E essa razão tem esse nome que condeno seja em qual segmento for: preconceito.

Como recebi muitos posts e não tive como respondê-los de pronto, quero apenas mostrar o que aconteceu após o jogo do Ceará com o São Paulo. Reproduzo em "poucas palavras" trocadas e que deu início a tanta agressão, que considero ofensiva a todo o povo brasileiro.

 

 ": Sabe pq esse pais ta na merda? Por causa de vcs !! retirantes inuteis!!!"

 

": Sim sou!! Mas moro no Sul Maravilha e vc na porta do nada!!!kkkkk"

 

Respeite os nordestinos seu babaca": Ah ta!!! se nao é bagaça é o q? BAGAÇO!!!jajajaja"

 

Vc é ridiculo ": Q coisa de cabecinha!!! ou melhor de Cabecao!!!jajajajaja"


Nasci no RJ e dai?": E outra! Achei q vc era do tempo do Henfil Q chamava tudo abaixo do RJ de Sul Maravilha! sorryhaha"


O NE não é ": Nao me inclua nisso!!! Nunca fui messa bagaça!!!kkkkk"


Fico pensando: Como pode ainda existir pessoas com esse pensamento? Não sou nordestina, mas tenho sangue nordestino e tenho orgulho de estar no Nordeste, sou brasileira e amo essa terra que minha mãe, meu irmão, meu esposo, meus filhos e meu neto nasceram. É por isso que temos que dar voz à nossa luta contra o preconceito. Não podemos mais aceitar posts considerados ofensivos contendo ofensas igualmente reprováveis nas redes sociais, assim como em qualquer local que possamos estar. É lastimável vermos pessoas que abusam de sua "liberdade de expressão" para agredir os outros. O pior é que essa prática, infelizmente, não se resume apenas ao Twitter. Cabe à cada um de nós reprovarmos atitudes preconceituosas, portanto:


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Fraco é você,caro Cosme

Hoje, logo que acessei meu perfil no Twitter me deparei com inúmeros tweets fazendo menção a mais um profissional que usa seu espaço para demonstrar preconceito.De forma não respeitosa e debochada o Jornalista??? ,Cosme Rímoli, do R7 diz em seu espaço:

Texto extraído do: http://esportes.r7.com/blogs/cosme-rimoli/

"Chegou a hora de Lucas ser cobrado.
A oportunidade é de ouro para recuperar seu prestígio...
O fraco Ceará de Vagner Mancini no Morumbi..."


"O sparring não poderia ser melhor hoje à noite para uma retomada...
O pobre Ceará..."

Aqui registramos nossa indignação, não apenas por torcermos Ceará,mas pela falta de respeito com o povo Nordestino. E fica aqui um #ChupaCosme e aprenda que na vida o respeito vem antes de qualquer paixão futebolística também.

Fraco é você,caro Cosme.E mais que chá de bila.

"É o orgulho que leva a dizer não, e a fraqueza sim. A modéstia pode dizer ambas as coisas sem paixão."
Pierre Reverdy