Mostrando postagens com marcador Informação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Informação. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de janeiro de 2015

Maneiras de aliviar o calor em casa sem usar o ar-condicionado



Além de seu alto custo, pode aumentar o gasto de energia e até ser prejudicial à saúde; saiba como driblar o calor sem precisar dele
Quando chegam os meses quentes do ano, a primeira coisa que vem à cabeça é como enfrentar os dias e noites abafados, seja na rua, no carro, trabalho ou mesmo em casa.

Para driblar o calor excessivo, é comum que as pessoas invistam em aparelhos condicionadores de ar, uma vez que eles deixam o ambiente mais fresco quase imediatamente.

Entretanto, esse eletrodoméstico pode não ser a melhor opção. O alto custo do aparelho, aliado a um gasto maior de energia e aos malefícios que ele causa à saúde pedem que você utilize outras medidas, antes de correr à loja mais próxima para comprar o seu.



1 – Mantenha as cortinas fechadas durante o dia
As cortinas são parceiras importantes para não superaquecer sua casa no verão, isso porque elas bloqueiam a entrada excessiva de luz do sol. É melhor, portanto, mantê-las fechadas, para evitar um mini efeito estufa em casa.

2 – Faça o possível para manter o calor do lado de fora
Que tal investir em algum tipo de filme que possa refletir a luz solar para ser colocado nas janelas? Esse tipo de material vai manter sua casa isolada do calor causado pelos raios solares através da reflexão desses raios.


3 – O ar fresco da noite precisa ser mantido durante o maior tempo possível
À noite, normalmente, o ar costuma não estar tão abafado quanto durante o dia, por isso é fundamental utilizar esse período a seu favor. Quando o sol baixar e a brisa estiver mais fresca, portanto, abra todas as janelas e deixe o ar correr pela casa, fechando-as novamente antes que o dia amanheça e comece a esquentar novamente.

4 – Troque as lâmpadas incandescentes
Há alguns anos já vem se falando sobre as vantagens de trocar as lâmpadas incandescentes – também chamadas de lâmpadas “quentes” – por lâmpadas brancas, ou “frias”. Nos últimos tempos, inclusive, foi lançada no mercado a lâmpada de LED, ainda mais econômica e durável que as lâmpadas brancas convencionais. Essa troca também ajuda a diminuir o calor dentro de ambientes fechados, uma vez que as lâmpadas incandescentes geram muito mais calor que as demais.


5 – Use truques para umidificar o ar interno
Vale tudo para deixar o ar menos “seco”, principalmente na hora de dormir. Utilize recipientes cheios de água fresca em cada ambiente da casa – só tome cuidado caso tenha filhos pequenos, porque mesmo pouca quantidade de água pode ser o bastante para que uma criança se afogue. Outra boa opção é encharcar toalhas de banho e espalhá-las pela casa, no espaldar de cadeiras e nas portas dos armários, por exemplo.


6 – Condicione o ar você mesma
Um ventilador ligado com uma garrafa d’água congelada bem em frente é uma maneira simples e eficaz de fazer circular ar frio pelo ambiente, sem precisar ligar o condicionador de ar.

7 – Abuse das bebidas geladas e alimentos refrescantes
A hidratação é fundamental nos dias quentes. Bebidas geladas e alimentos frescos, como frutas e picolés de fruta, são boas opções para driblar o calor do corpo e permanecer mais confortável durante o verão.


Fonte: Google

sábado, 17 de janeiro de 2015

Whatsapp que você não conhecia - Veja suas mensagens também pelo computador


1° - Veja suas mensagens pelo computador

Pouco gente sabe, mas o Whatsapp também pode ser acessado pelo computador. Alguns aplicativos como o "Notifyr" e o "Desktop Notifications" permitem ver as notificações que chegam ao celular por meio do computador. Para isso, é preciso instalar o aplicativo no celular e um outro programa, conhecido como extensão, no computador.


2° - Não deixem que saibam que você leu uma mensagem

Os dois tracinhos azuis que deram o que falar quando foram lançados, em novembro do ano passado, já pode ser desabilitados. A função que funciona como sinal de que a mensagem foi lida, pode ser cancelada nas Configurações do aplicativo.

3° - Recupere conversas apagadas

Se alguma conversa foi apagada e você precisa dela de volta, é possível recuperá-la. O aplicativo guarda suas conversas em sua memoria. é só acessar o 'histórico de mensagens'.

4° - Oculte a imagem que será enviada

Muita gente não sabe, mas é possível enviar uma imagem oculta por Whatsapp. Os aplicativos "Magiapp" e "FhumbApp" ocultam a verdadeira mensagem que você quer mandar para o seu amigo com outra por cima. Quando a imagem chega, o destinatário consegue vê-la ao clicar sobre ela.

5° - Envie arquivos além de foto, áudio e vídeo

Quem pensa que o Whatsapp só envia arquivos de foto, áudio e vídeo está enganado. Com aplicativos como o "Cloud Send" ou "MP3 Music Dowloader", é possível mandar arquivos PDF ou documentos do Word.

6° - Bloqueie o acesso ao seu Whatsapp

Também é possível bloquear o acesso ao Whatsapp com senha. O aplicativo "WhatsApp Lock" faz com que o usuário possa instalar uma senha para acessar o programa.

7° - Instale o WhatsApp em tablets

Quem reclamar que não pode acessar o aplicativo em tablets também pode encontrar uma saída com o aplicativo SRT AppGuard, que impede que o aparelho seja reconhecido pelo mensageiro como um tablet. 

8° - Veja suas estatísticas no aplicativo

Além de facilitar a comunicação com pessoas do mundo inteiro, o Whatsapp também permite que você saiba como você o utiliza. O programa reúne alguns dados curiosos, como o número de mensagens recebidas e enviadas. Ele também gera estatísticas e é possível monitorar o uso do programa em determinado período de tempo, algo que pode ajudar a economizar seu pacote de dados.

9° - Não deixem que saibam quando você utilizou o aplicativo

Para evitar informar a hora em que entrou no aplicativo pela última vez é só ir em Configurações > Informações da Conta > Privacidade > Visto por último. Também é possível escolher com quem você quer compartilhar essa informação: Todos, Meus Contatos, Ninguém.

10° - Cancele a função que baixa fotos e vídeos automaticamente.

Para ter um pouco mais d espaço na memória do seu celular e até evitar situações constrangedoras, evite que fotos e vídeos sejam baixados para o celular automaticamente. É só ir em Configurações > Opções de Conversa > Download automático de mídia. 



Fonte: BBC

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Siesta faz bem?




Dormir depois do almoço faz bem à saúde?

"Um costume dos espanhóis virou alvo de estudos: a famosa siesta, ou seja, aquele soninho gostoso depois do almoço que tanto nos revigora.
Um time de psicólogos e neurocientistas do Allegheny College, nos Estados Unidos, constataram que os benefícios do sono diurno auxiliam na recuperação cardiovascular. Em testes com seres humanos, notaram que o estresse teve o impacto negativo revertido mais rapidamente depois de um período de sono. “Outros trabalhos já demonstraram que descansar após o almoço diminui a pressão sistólica”, confirma o cardiologista Marco Antônio Gomes, do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia, ele se refere ao número de maior valor que aparece registrado no aparelho de medição.


Ou seja, para dar mais embasamento nesta tese, outro especialista da área complementa “Quando dormimos, há redução da atividade simpática, o que relaxa os vasos e diminui os batimentos cardíacos”, explica o pneumologista especialista em sono Pedro Genta, do Hospital do Coração, em São Paulo.
Segundo Genta, em 45 minutos conseguimos atingir as três fases do sono. Assim temos tempo suficiente de ele se aprofundar a ponto de proporcionar vantagens ao nosso corpo.
Mas é importante lembrar que é no escuro da noite que o cérebro libera um hormônio fundamental para que consigamos dormir profundamente: a melatonina. “Uma venda nos olhos ou um quarto escuro ajudam a simular o descanso noturno, potencializando a ação positiva da sesta (sic)”, ensina Marco Antônio.
No entanto, mesmo com tantos pontos benéficos para a nossa saúde, há restrições da sua prática em pessoas com alto risco cardiovasculares, como diabéticos obesos e fumantes. “Há um estresse ao despertar, que intensifica a coagulação e a descarga de adrenalina, acelerando o coração”, avisa Gomes. Há outro lembrete de extrema importância: “O cochilo pode diminuir a duração do repouso à noite, gerando sonolência e fadiga no dia seguinte, o que faz a pessoa sucumbir à sesta (sic) novamente, entrando em um círculo vicioso”, diz a neurologista Dalva Poyares, do Instituto do Sono, em São Paulo.
O importante é lembrar que realmente temos essa “moleza” após o almoço e ela é uma necessidade natural do organismo. “Durante a digestão, a circulação sanguínea se concentra na região visceral”, explica Gomes. E isso resulta numa carência de abastecimento no cérebro e no coração que trabalham mais lentamente e aí, não tem jeito, a sonolência vem e nos domina mesmo. Ou seja, temos um motivo fisiológico para sentirmos esse sono vespertino.
Outro benefício do sono depois do almoço:
quem pode dormir uns 90 minutos à tarde tem sua capacidade de memorizar aumentada. É o que diz o pesquisador Avi Karni, da Universidade de Haifa, em Israel: “Quando dormimos depois de uma tarefa de leitura, por exemplo, as áreas cerebrais responsáveis pela consolidação da memória permanecem ativas”, diz Karni. Ou seja, essa região do nosso cérebro fica totalmente ligada ao registro da leitura feita antes de dormirmos, sem interferência do mundo externo que sempre acabam por tirar a nossa atenção quando estamos em alerta acordados.
E quem come muito durante o almoço, pode fazer a “siesta”?
Até pode, só que com certeza sentirá um mal-estar já que o conteúdo estomacal pode retornar ao esôfago. Assim fica a dica: durma aquele soninho gostoso à tarde, mas contente-se com uma refeição mais leve e evitará, desta forma, aquela incômoda azia ou enjoo."

Fonte: Revista Saúde – Editora Abril

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Entenda o conflito entre israelenses e palestinos


Israel anunciou a retomada dos ataques aéreos a Gaza, após militantes palestinos terem disparados foguetes contra o território israelense após o final de um período de 72 horas de cessar-fogo, encerrado na manhã desta sexta-feira.


O Exército israelense classificou os ataques como "inaceitáveis, intoleráveis e míopes". O grupo militante palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza, havia rejeitado a extensão do cessar-fogo, alegando que Israel não atendeu suas demandas.
O atual conflito na Faixa de Gaza já dura um mês, sem perspectivas de um acordo de longo prazo que coloque fim à violência que já matou mais de 1.900 pessoas, a maioria civis.
As cicatrizes do confronto são visíveis, principalmente na Faixa de Gaza. De acordo com a ONU, cerca de 373 mil crianças irão necessitar de apoio psicossocial. Aproximadamente 485 mil pessoas foram deslocadas para abrigos de emergência ou casas de outras famílias palestinas.
Além disso, 1,5 milhão de pessoas que não vivem em abrigos estão sem acesso a água potável.
Mas para compreender o conflito israelense-palestino é preciso olhar além dos números.



1. Como o conflito começou?

O movimento sionista, que procurava criar um Estado para os judeus, ganhou força no início do século 20, incentivado pelo antissemitismo sofrido por judeus na Europa.
A região da Palestina, entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo, considerada sagrada para muçulmanos, judeus e católicos, pertencia ao Império Otomano naquele tempo e era ocupada, principalmente, por muçulmanos e outras comunidades árabes. Mas uma forte imigração judaica, alimentada por aspirações sionistas, começou a gerar resistência entre as comunidades locais.
Após a desintegração do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial, o Reino Unido recebeu um mandato da Liga das Nações para administrar o território da Palestina.
Mas, antes e durante a guerra, os britânicos fizeram várias promessas para os árabes e os judeus que não se cumpririam, entre outras razões, porque eles já tinham dividido o Oriente Médio com a França. Isso provocou um clima de tensão entre árabes e nacionalistas sionistas que acabou em confrontos entre grupos paramilitares judeus e árabes.
Após a Segunda Guerra Mundial e depois do Holocausto, aumentou a pressão pelo estabelecimento de um Estado judeu. O plano original previa a partilha do território controlado pelos britânicos entre judeus e palestinos.
Após a fundação de Israel, em 14 de maio de 1948, a tensão deixou de ser local para se tornar questão regional. No dia seguinte, Egito, Jordânia, Síria e Iraque invadiram o território. Foi a primeira guerra árabe-israelense, também conhecida pelos judeus como a guerra de independência ou de libertação. Depois da guerra, o território originalmente planejado pela Organização das Nações Unidas para um Estado árabe foi reduzido pela metade.
Para os palestinos, começava ali a nakba, palavra em árabe para "destruição" ou "catástrofe": 750 mil palestinos fugiram para países vizinhos ou foram expulsos pelas tropas israelenses.
Mas 1948 não seria o último ano de confronto entre os dois povos. Em 1956, Israel enfrentou o Egito em uma crise motivada pelo Canal de Suez, mas o conflito foi definido fora do campo de batalha, com a confirmação pela ONU da soberania do Egito sobre o canal, após forte pressão internacional sobre Israel, França e Grã-Bretanha.
Em 1967, veio a batalha que mudaria definitivamente o cenário na região - a Guerra dos Seis Dias. Foi uma vitória esmagadora para Israel contra uma coalizão árabe. Após o conflito, Israel ocupou a Faixa de Gaza e a Península do Sinai, do Egito; a Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) da Jordânia; e as Colinas de Golã, da Síria. Meio milhão de palestinos fugiram.
Israel e seus vizinhos voltaram a se enfrentar em 1973. A Guerra do Yom Kippur colocou Egito e Síria contra Israel numa tentativa dos árabes de recuperar os territórios ocupados em 1967.
Em 1979, o Egito se tornou o primeiro país árabe a chegar à paz com Israel, que desocupou a Península do Sinai. A Jordânia chegaria a um acordo de paz em 1994.

2. Por que Israel foi fundado no Oriente Médio?

A religião judaica diz que a área em que Israel foi fundado é a terra prometida por Deus ao primeiro patriarca, Abraão, e seus descendentes.
A região foi invadida pelos antigos assírios, babilônios, persas, macedônios e romanos. Roma foi o império que nomeou a região como Palestina e, sete décadas depois de Cristo, expulsou os judeus de suas terras depois de lutar contra os movimentos nacionalistas que buscavam independência.
Com o surgimento do Islã, no século 7 d.C., a Palestina foi ocupada pelos árabes e depois conquistada pelas cruzadas europeias. Em 1516, estabeleceu-se o domínio turco, que durou até a Primeira Guerra Mundial, quando o mandato britânico foi imposto.
A Comissão Especial das Nações Unidas para a Palestina disse em seu relatório à Assembleia Geral em 3 de setembro de 1947 que as razões para estabelecer um Estado judeu no Oriente Médio eram baseados em "argumentos com base em fontes bíblicas e históricas", na Declaração de Balfour de 1917 - em que o governo britânico se pôs favorável a um "lar nacional" para os judeus na Palestina - e no mandato britânico na Palestina.
Reconheceu-se a ligação histórica do povo judeu com a Palestina e as bases para a constituição de um Estado judeu na região.
Após o Holocausto nazista contra milhões de judeus na Europa durante a Segunda Guerra Mundial, cresceu a pressão internacional para o reconhecimento de um Estado judeu.
Sem conseguir resolver a polarização entre o nacionalismo árabe e o sionismo, o governo britânico levou a questão à ONU.
Em 29 de novembro de 1947, a Assembleia Geral aprovou um plano de partilha da Palestina, que recomendou a criação de um Estado árabe independente e um Estado judeu e um regime especial para Jerusalém.
O plano foi aceito pelos israelenses mas não pelos árabes, que o viam como uma perda de seu território. Por isso, nunca foi implementado.
Um dia antes do fim do mandato britânico da Palestina, em 14 de maio de 1948, a Agência Judaica para Israel, representante dos judeus durante o mandato, declarou a independência do Estado de Israel.
No dia seguinte, Israel solicitou a adesão à ONU, condição que alcançou um ano depois. Hoje, 83% dos membros da ONU reconhecem Israel (160 de 192).

3. Por que há dois territórios palestinos?

Relatório da Comissão Especial das Nações Unidas para a Palestina à Assembleia Geral, em 1947, recomendou que o Estado árabe incluiria a área oeste da região da Galileia, a região montanhosa de Samaria e Judeia com a exclusão da cidade de Jerusalém e a planície costeira de Isdud até a fronteira com o Egito.
Mas a divisão do território foi definida pela linha de armistício de 1949, estabelecida após a primeira guerra árabe-israelense.
Os dois territórios palestinos são a Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) e a Faixa de Gaza. A distância entre eles é de cerca de 45 km de distância. A área é de 5.970 km2 e 365 km2, respectivamente.
Originalmente ocupada por Israel, que ainda mantém o controle de sua fronteira, Gaza foi ocupada pelo Exército israelense na guerra de 1967 e foi desocupada apenas em 2005. O país, no entanto, mantém um bloqueio por ar, mar e terra que restringe a circulação de mercadorias, serviços e pessoas.
Gaza é atualmente controlada pelo Hamas, o principal grupo islâmico palestino que nunca reconheceu os acordos assinados entre Israel e outras facções palestinas.
A Cisjordânia é governada pela Autoridade Nacional Palestina, governo palestino reconhecido internacionalmente, cujo principal grupo, o Fatah, é laico.

4. Israelenses e palestinos nunca se aproximaram da paz?

Após a criação do Estado de Israel e o deslocamento de milhares de pessoas que perderam suas casas, o movimento nacionalista palestino começou a se reagrupar na Cisjordânia e em Gaza, controlados pela Jordânia e Egito, respectivamente, e nos campos de refugiados criados em outros países árabes.
Pouco antes da guerra de 1967, organizações palestinas como o Fatah, liderado por Yasser Arafat, formaram a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e lançaram operações contra Israel, primeiro a partir da Jordânia e, depois, do Líbano. Os ataques também incluíram alvos israelenses em solo europeu.
Em 1987, teve-se início o primeiro levante palestino contra a ocupação israelense. A violência se arrastou por anos e deixou centenas de mortos. Um dos efeitos da intifada foi a assinatura, entre a OLP e Israel em 1993, dos acordos de paz de Oslo, nos quais a organização palestina renunciou à "violência e ao terrorismo" e reconheceu o "direito" de Israel "de existir em paz e segurança", um reconhecimento que o Hamas nunca aceitou.
Após os acordos assinados em Oslo, foi criada a Autoridade Nacional Palestina, que representa os palestinos nos fóruns internacionais. O presidente é eleito por voto direto. Ele, por sua vez, escolhe um primeiro-ministro e os membros de seu gabinete. Suas autoridades civis e de segurança controlam áreas urbanas (zona A, segundo Oslo). Somente representantes civis - e não militares - governam áreas rurais (área B).
Jerusalém Oriental, considerada a capital histórica de palestinos, não está incluída neste acordo e é uma das questões mais polêmicas entre as partes.
Mas, em 2000, a violência voltou a se intensificar na região, e teve início a segunda intifada palestina. Desde então, israelenses e palestinos vivem num estado de tensão e conflito permanentes.

5. Quais são os principais pontos de conflito?

A demora na criação de um Estado palestino independente, a construção de assentamentos israelenses na Cisjordânia e a barreira construída por Israel - condenada pelo Tribunal Internacional de Haia - complicam o andamento de um processo paz.
Mas estes não são os únicos obstáculos, como ficou claro no fracasso das últimas negociações de paz sérias, em Camp David, nos Estados Unidos, em 2000, quando o então presidente Bill Clinton não conseguiu chegar a um acordo entre Arafat e o primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak.
As diferenças que parecem irreconciliáveis são:
Jerusalém: Israel reivindica soberania sobre a cidade inteira (sagrada para judeus, muçulmanos e cristãos) e afirma que a cidade é sua capital “eterna e indivisivel”, após ocupar Jerusalém Oriental em 1967. A reivindicação não é reconhecida internacionalmente. Os palestinos querem Jerusalém Oriental como sua capital.
Fronteiras: os palestinos exigem que seu futuro Estado seja delimitado pelas fronteiras anteriores a 4 de junho de 1967, antes do início da Guerra dos Seis Dias, o que incluiria Jerusalém Oriental, o que Israel rejeita.
Assentamentos: ilegais sob a lei internacional, construídos pelo governo israelense nos territórios ocupados após a guerra de 1967. Na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental há mais de meio milhão de colonos judeus.
Refugiados palestinos: os palestinos dizem que os refugiados (10,6 milhões, de acordo com a OLP, dos quais cerca de metade são registrados na ONU) têm o direito de voltar ao que é hoje Israel. Mas, para Israel, permitir o retorno destruiria sua identidade como um Estado judeu.

6. A Palestina é um país?

A ONU reconheceu a Palestina como um "Estado observador não membro" no final de 2012, deixando de ser apenas uma "entidade” observadora.
A mudança permitiu aos palestinos participar de debates da Assembleia Geral e melhorar as chances de filiação a agências da ONU e outros organismos.
Mas o voto não criou um Estado palestino. Um ano antes, os palestinos tentaram, mas não conseguiram, apoio suficiente no Conselho de Segurança.
Quase 70% dos membros da Assembleia Geral da ONU (134 de 192) reconhecem a Palestina como um Estado.

7. Por que os EUA são o principal parceiro de Israel? Quem apoia os palestinos?

A existência de um importante e poderoso lobby pró-Israel nos Estados Unidos e o fato da opinião pública ser frequentemente favorável a Israel faz ser praticamente impossível a um presidente americano retirar apoio a Israel.
De acordo com uma pesquisa encomendada pela BBC no ano passado em 22 países, os EUA foram o único país ocidental com opinião favorável a Israel, e o único país na pesquisa com uma maioria de avaliações positivas (51%).
Além disso, ambos os países são aliados militares: Israel é um dos maiores receptores de ajuda americana, grande parte destinada a subsídios para a compra de armas.
Palestinos não têm apoio aberto de nenhuma potência.
Na região, o Egito deixou de apoiar o Hamas, após a deposição pelo Exército do presidente islamita Mohamed Morsi, da Irmandade Muçulmana - historicamente associada ao Hamas. Hoje em dia o Catar é o principal país que apoia o Hamas.

8. Por que estão se enfrentando agora?

Após o colapso das negociações de paz patrocinadas pelos Estados Unidos e o anúncio, no início de junho, de um governo de união nacional entre as facções palestinas Fatah e Hamas, considerado inaceitável por Israel, iniciou-se uma nova onda de violência.
No dia 12 de junho, três jovens israelenses foram sequestrados na Cisjordânia e, dias depois, encontrados mortos. Israel culpou o Hamas e prendeu centenas de membros do grupo.
Israel reconheceu posteriormente que não poderia garantir se os responsáveis teriam sido o Hamas ou um grupo independente.
Após as prisões, o Hamas disparou foguetes contra território israelense. Israel lançou ataques aéreos em Gaza.
Em 2 de julho, um dia após o funeral dos jovens israelenses, um palestino de 16 anos foi sequestrado em Jerusalém Oriental e assassinado. Três israelenses foram acusados de queimá-lo vivo e, em Gaza, houve um aumento do disparo de foguetes contra Israel.
No dia 8 de julho, o Exército de Israel lançou uma operação contra militantes do Hamas na Faixa de Gaza.

9. Como israelenses e palestinos justificam a violência?

A decisão de iniciar uma incursão terrestre em Gaza tem, segundo Israel, um objetivo: desarmar os militantes palestinos e destruir os túneis construídos pelo Hamas e outros grupos a fim de se infiltrar em Israel para realizar ataques.
Israel quer o fim do lançamento de foguetes do Hamas contra território israelense. A maioria dos foguetes não tem nenhum impacto, já que o país conta com um sistema antimísseis avançado, o Domo de Ferro.
Israel diz ter o direito de defender-se e acusa o Hamas de usar escudos humanos e realizar ataques a partir de áreas civis em Gaza. O grupo palestino nega.
O Hamas diz que lança foguetes contra Israel em legítima defesa, em retaliação à morte de partidários do grupo por Israel e dentro de seu direito de resistir à ocupação e ao bloqueio.

10. O que falta para que haja uma oportunidade de paz duradoura?

Israelenses teriam de aceitar a criação de um Estado soberano para os palestinos, o fim do bloqueio à Faixa de Gaza e o término das restrições à circulação de pessoas e mercadorias nas tres áreas que formariam o Estado palestino: Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Faixa de Gaza.
Grupos palestinos deveriam renunciar à violência e reconhecer o Estado de Israel.
Além disso, eles teriam que chegar a acordos razoáveis sobre fronteiras, assentamentos e o retorno de refugiados.
No entanto, desde 1948, ano da criação do Estado de Israel, muitas coisas mudaram, especialmente a configuração dos territórios disputados após as guerras entre árabes e israelenses.
Para Israel, estes são fatos consumados, mas os palestinos insistem que as fronteiras a serem negociadas devem ser aquelas existentes antes da guerra de 1967.
Além disso, enquanto no campo militar as coisas estão cada vez mais incontroláveis na Faixa de Gaza, há uma espécie de guerra silenciosa na Cisjordânia, com a construção de assentamentos israelenses, o que reduz, de fato, o território palestino nestas áreas.
Mas talvez a questão mais complicada pelo seu simbolismo seja Jerusalém, a capital tanto para palestinos e israelenses.
Tanto a Autoridade Palestina, que governa a Cisjordânia, quanto o grupo Hamas, em Gaza, reinvindicam a parte oriental como a capital de um futuro Estado palestino, apesar de Israel tê-la ocupado em 1967.
Um pacto definitivo nunca será possível sem resolver este ponto.


Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/08/140730_gaza_entenda_gf_lk

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Fotografar pode causar danos à memória, segundo estudos publicado na revista Psychological Science



Segundo estudos publicado na revista Psychological Science, tirar fotos de eventos como aniversários, casamentos, nascimentos e afins tornou-se tão “comum” como comemora-lo.
Tendo essa obsessão em querer gravar todos os detalhes dos momentos pode ser prejudicial a nossa capacidade de lembrar-se deles daqui alguns anos.
A Dr. Linda Henkel , da Universidade de Fairfield (Connecticut), descreveu-o como o “efeito de deficiência de tirar foto .”
Segundo ela: “Quando as pessoas confiam na tecnologia para se lembrar para eles – contando com a câmera para registrar o evento e, assim, não precisar atendê-la plenamente em si – ele pode ter um impacto negativo sobre a forma como eles se lembram de suas experiências.”
Dr. Henkel e sua equipe realizaram um experimento e em um museu os participantes tiveram de tirar fotos das exposições, e no dia seguinte chegaram ao resultado de que estava dificultando a capacidade de visitantes para lembrar o que tinham visto.
Os resultados mostraram que as pessoas eram menos precisos para reconhecer os objetos que tinha fotografado em comparação com aqueles que só tinha olhado. Verificou-se que a sua memória de detalhes para os objetos que haviam fotografado era mais pobre

 .
Muitos artistas de grandes nomes da música como Beyoncé , Prince e Björk, todos têm insistido sobre as proibições de fotografias em suas performances alegando que as câmeras tiram todo seu desempenho.
“Estes resultados mostram como o” olho da mente “e olho da câmera não são os mesmos “, diz Dr. Henkel.
Laboratório da Henkel está atualmente investigando outros fatores relacionado à este.
“A fim de lembrar, temos de acessar e interagir com as fotos, ao invés de apenas acumular-los”, disse o Dr. Henkel.





Fontes: Telegraph/http://www.vocesabia.net/saude/fotografar-pode-causar-danos-a-memoria/



sexta-feira, 11 de julho de 2014

Falar uma segunda língua aumenta a inteligência, a fluência verbal e de leitura


Falar uma segunda língua aumenta a inteligência, a fluência verbal e de leitura, mesmo quando o idioma é aprendido na idade adultas. Essas são as conclusões de um estudo da Universidade de Edimburgo, na Escócia.
Pesquisadores liderados pelo professor Thomas Bak, do Centre for Cognitive Ageing and Cognitive Epidemiology, compararam testes de inteligência de 262 pessoas. O primeiro teste do grupo foi feito quando essas pessoas tinham 11 anos de idade. O segundo teste foi feito quando já tinham mais de 70 anos.
O estudo, publicado na revista científica Annals of Neurology, concluiu que o grupo apresentava habilidades cognitivas significativamente melhores do que as registradas na infância.
Uma pesquisa anterior já havia concluído que ser bilíngue pode atrasar em vários anos o desenvolvimento de demência.
Dois tempos
O estudo tomou como ponto de partida resultados de testes de inteligência feitos em 262 escoceses quando tinham 11 anos de idade.
Os pesquisadores submeteram o mesmo grupo, agora com mais de 70 anos de idade, a novos testes, e analisaram o estado de suas habilidades cognitivas na velhice.
Todos os participantes disseram ser capazes de se comunicar em pelo menos uma outra língua além do inglês.
Desse grupo, 195 aprenderam a segunda língua antes dos 18 e 65 aprenderam depois dos 18 anos de idade. A pesquisa foi feita entre 2008 e 2010.

Inteligência e leitura

As áreas mais afetadas pelo aprendizado de uma nova língua é a da inteligência e leitura. As conclusões foram as mesmas tanto no grupo que aprendeu o segundo idioma na infância quanto no que aprendeu mais tarde.
Durante o estudo, uma das questões levantadas foi se as pessoas eram mais inteligentes e por isso aprenderam uma segunda língua ou, se por aprenderem um segundo idioma, tornaram-se mais inteligentes.
Bak disse que o padrão revelado pelo estudo era "significativo" e que as melhorias na atenção, foco e fluência não podiam ser explicadas pela inteligência original (constatada a partir dos testes feitos na infância).
"Esses resultados são de relevância prática considerável. Milhões de pessoas no mundo adquirem sua segunda língua mais tarde na vida. Nosso estudo mostra que ser bilíngue, mesmo quando a segunda língua é aprendida na idade adulta, pode ser benéfico para o cérebro em envelhecimento".



Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Celular deixa você mais egoísta


Durante determinado período, as ligações de celular e as atividades rotineiras de cada participante foram monitoradas. Os pesquisadores descobriram, após pouco tempo, que os usuários de celular eram menos inclinados a participar de atividades comunitárias em grupo, comparados aos não usuários.

Mesmo em testes nos quais a chance de ajudar os outros era dada explicitamente (por exemplo, em uma atividade na qual a participação era opcional e renderia doação em dinheiro a uma instituição de caridade), a participação pró-social dos portadores de celular ficou abaixo do esperado.

A razão para este aparente “egoísmo” de usuários de celular foi alvo de discussão entre os pesquisadores. De acordo com a teoria mais defendida, o motivo é justamente o potencial de conectividade do aparelho.

Como o uso do celular preenche na pessoa a necessidade de pertencer a uma comunidade, fazendo parte de um grupo, tal pessoa deixa de procurar esse pertencimento fora do âmbito do telefone celular. Dessa maneira, o usuário se torna menos pró-social. 



Fonte: Science Daily

domingo, 22 de dezembro de 2013

Cearês


ABESTADO - Otário
ABIROBADO - Maluco.
ABUFELAR - Agredir. Executar o ato sexual.
ACUMA? - Ver "CUMA".
ACUNHAR - Chegar junto.
AÍ DENTO - Resposta a qualquer provocação.
ALDEOTA - É seguramente o maior bairro informal do País. Os especuladores imobiliários passaram a chamar de Aldeota todo bairro novo.
ALFININ - Espécie de rapadura.
ALPERCATA - Sandália de couro.
AMANCEBADO - Amigado, aquele que vive maritalmente com outra.
AMARELO QUEIMADO - Cor laranja.
ANDE TONHA! - Expressão popular que indica o ato sexual.
APETRECHADA - Dotada de beleza física.
ARIADO - Desnorteado, perdido.
ARRE ÉGUA! - Interjeição que pode significar qualquer coisa a depender do tom de voz e da ocasião (alegria, irritação...).
ARRUDIAR - Dar a volta.
ASSANHADO - Despenteado.
ÁS DE COPAS - Ânus.
AVALIE - Imagine.
AVEXADO - Apressado. Ver "VEXADO".
BÃE DE CUIA - No jogo de futebol, corresponde ao lençol.
BAITOLA - Gay. (A palavra tem origem na construção da primeira estrada de ferro do Ceará. O chefe da obra era um engenheiro inglês, com um jeito afeminado, que repetia "atenção para a baitola" se referindo a bitola -- distância entre os trilhos).
BAIXA DA ÉGUA - Lugar distante.
BALDEAR - Perturbar, desorganizar.
BANZO - Quando se tem nada para fazer.
BATER O CATOLÉ - Morrer.
BATER FOFO - Não cumprir um compromisso. Ver "XEXÊRO".
BATORÉ - Baixinho.
BEZERRO - Diz-se da mulher que contrai a vagina, semelhante a um bezerro mamando.
BILA - Bola de gude.
BILOTO - Botão.
BÓ - Vamos embora. Usa-se muito "Ei mã, bó!", que é "Ei macho, bora!".
BOCA QUENTE - Lugar perigoso.
BOGA - Ânus.
BOTAR BUNECO - Encher o saco ou pôr dificuldade pra fazer alguma coisa, dependendo da ocasião. Ex.: "Ele bebeu muito e ficou botando boneco." / "Ele tá botando boneco pra ir a praia. (ver "BUNEQUEIRO")."
BREADO - Melado, sujo.
BREGUEÇO - Coisa velha.
BRENHA - Lugar longe, de difícil acesso.
BRIBA - Pequena lagartixa.
BRUGUELO - Criança pequena.
BULIDA - Mulher que perdeu a virgindade.
BULINAR - Mexer na mulher com segundas intenções.
BUNEQUEIRO - Quem bota boneco (ver "BOTAR BUNECO").
BURRINHO - Garrafa de refrigerante cheia de cachaça.
CABEÇA DE MUCUIM - Homem da cabeça pequena
CAGADO - Sortudo.
CAMBITO - Perna fina.
CANELAU - Gente pobre, plebe rude.
CÃO CHUPANDO MANGA - Pessoa feia, horrível!
CAPAR O GATO - Ir embora.
CATREVAGE - Coisa velha.
CEROTO - Sujeira preta na pele devido a falta de banho.
CHABOQUE - Tampo. "Chico deu uma topada que tirou o chaboque do dedo".
CHAPA - Radiografia, dentadura.
CHAPÉU DE TOURO - Chifre.
CHEI DOS PAU - Bêbado.
CHULIPA - Tapa na orelha com um dedo no sentido vertical.
COMÉDIA - Programa divertido, coisa engraçada. "Hoje nos vamos pras comédias".
CORRA - Coisa.
CÔRRALINDA - Coisa linda, pessoa bonita.
CORRER FROUXO - Ter em abundância. "Ali o dinheiro corre frouxo".
COURO DE PICA - Algo que vai e volta. "Esse namoro é que nem couro de pica".
CRUZETA - Cabide para camisas e calcas.
CUMA? - Como? Ver "ACUMA?".
CUMELÃO - Garanhão.
CUMBUCA - Depósito tipo "tapaué".
CUSTAR - Demorar. "O ônibus está custando muito".
DAR O GRAU - Caprichar. "Pode deixar que vou dar o grau no
seu carro"
DAR O MAIOR 10 - Gostar muito.
DAR O PREGO - Enguiçar.
DIABEISSO?! - Que diabo é isso? Expressão de espanto.
ENCARNADO - Cor vermelha.
EMPAZINADO - Que comeu alem da conta.
EMPATA FODA - Chato que fica atrapalhando o namoro do casal.
EMPRIQUITAR - Cismar, não aceitar.
ENGABELAR - Enganar, iludir.
ENGOMAR - Passar roupa.
ERRADO - Desordeiro, arruaceiro.
ESTRIBADO - Cheio da grana.
FAZER HORA - Fazer gozação.
FAZER MAL - Desvirginar. "Ele fez mal a moça".
FAZER SABÃO - Sexo entre lésbicas.
FAZER TERRA - Quando a mulher mete o dedo no fiofó do homem durante o ato sexual.
FECHICLÉ - Zíper.
FOI MAL - Perdão.
FRESCAR - Fazer uma brincadeira. "Se zanga não, to só frescando".
FULERAGE - Coisa sem valor ou MACHO RÉI.
FUMANDO NUMA QUENGA - Com muita raiva.
GALA - Esperma.
GALALAU - Homem alto.
GASGUITA - Pessoa com voz esganiçada.
GASTURA - Mal estar.
GATO RÉI - Prostituta.
GIGOLETE - Passadeira, diadema, arco de cabeça.
GUARIBADA - Dar uma caprichada.
INGEMBRADO - Torto.
INHACA - Mal cheiro do sovaco.
ISPILICUTE - Do inglês "She's pretty cute". Engraçadinha.
ISPRITADO - Enfurecido.
LERIADO - Conversa fiada.
LISO - A pior ofensa para um cearense. É muito mais
que uma pessoa sem dinheiro. O liso está para o
cearense assim como o "loser" está para o
americano.
LUNGA - Seu Lunga é um homem que mora numa cidade
situada no interior do Ceará que é conhecido por ser muito grosseiro.
MÁ ou MÃ - Ver "MACHO".
MACHO ou MACHO RÉI - Cara, amigo. "Olá macho réi!"
MAGOTE - Bando, grupo.
MALAMANHADO - Mal vestido, desajeitado.
MAUDAR - Interpretar no mau sentido.
MANGAR - Ridicularizar. "Ele tá mangano de mim"
MANJUBA - Pênis grande.
MARMOTA - Coisa estranha.
MACAÚBA - Ver "TIRA A MACAÚBA DA BOCA!".
MEIOTA ou MEOTA - Meia garrafa de cachaça.
MELADO - Bêbado.
MEROL - Bebida.
MEUZOVO - Expressão de discórdia, "uma ova". "Juca é um político honesto -- Honesto meuzovo!"
MININO RÉI AMARELO - Criança chata.
MININO (RÉI) DO BUCHÃO (AMARELO) - Ver "MININO RÉI AMARELO".
MIOLO DE POTE - Coisa sem importância.
MÓI - Grande quantidade, vem de mol. Pode significar também corno. Ver "MÓI DE CHIFRE".
MÓI DE CHIFRE (ou CHÍFI) - Corno.
MUNDIÇA - Gente pobre, plebe rude.
NUM FRESQUE NÃO! - Pare com essa brincadeira!
OBRAR - Defecar.
ÔI DA GOIABA - Ânus.
PAI D'ÉGUA - Porreta, legal, bacana.
PÃO SOVADO - Pão de massa fina.
PAPEIRA - Caxumba.
PAPEIRO - Ânus, bunda.
PASTORAR - Vigiar.
PÉ DE PAU - Árvore.
PÉ DE PLANTA - Arbusto.
PEBA - De má qualidade.
PEDIR PENICO - Desistir.
PEGÁ O BECO - Ir embora.
PENSO - Torto.
PIMBADA - Trepada.
PITEL (SÓ O PITEL) - Algo muito bom. "A festa foi só o pitel!".
PREGAS - Ver. "SÓ QUER SER AS PREGAS!".
PRIQUITO - Vagina.
QUEIMA! - Ver "QUEIMA RAPARIGAL!"
QUEIMA RAPARIGAL! (ou QUEIMA QUENGARAL) - Grito de guerra, incentivo para as
meninas agitarem.
QUEIXAR (QUEXÁ) - Cantar uma pessoa. "Vai lá quexá a minina!"
QUEIXUDO - Aquele que queixa. (Ver QUEIXAR)
RACHA - Pelada, jogo de futebol.
RACHADA - Forma com que os baitolas se referem as mulheres, com uma boa dose de despeito.
RATA - Gafe.
REBOLAR NO MATO - Jogar no lixo, atirar.
REMELA - Secreção ocular.
RESPEITE! - Expressão usada quando uma coisa é muito boa. "Respeite a festa de ontem!"
RUMA - Grande quantidade.
SALSEIRO - Confusão.
SEM FUTURO - Mau negócio, pessoa de má companhia.
SEU LUNGA - Ver LUNGA.
SIBITE BALEADO - Pessoa miúda ("sibite" é um pequeno pássaro).
SÓ O BURACO E A CATINGA - Pessoa dismilinguida. "Ele pegou uma gripe tão forte que ficou só o buraco e a catinga."
SÓ O MIE (DISBUIADO) - "Mie" lê-se "mí". Diz-se de alguma coisa muito boa. "O forró tava só o mie (disbuiado)!"
SÓ OS QUEIXO - Diz-se do que está velho, acabado. "Aquele omi tá só os quêxo!"
SÓ QUER SER AS PREGAS! - Diz-se da pessoa que quer se parecer importante.
SUSTANÇA - Energia dos alimentos. "Rapadura tem sustança".
TEM É ZÉ - É muito difícil. "Tu ganhar de mim no dominó? Tem é zé!"
TIRA A MACAÚBA DA BOCA! - Quando alguém fala de forma ininteligível vc diz isso para ela.
TRISCAR - Tocar.
TU LÁ CHUPA NADA! - Você não é de nada!
ÚLTIMO TIRO NA MACACA - Diz-se de uma mulher que completou 30 anos e não casou.
VARAPAU -Homem alto.
VERMINOSO - Fominha.
VEXADO - Ver "AVEXADO".
VISAGE - Fantasma, aparição.
VIXE! ou VIXE MARIA! - Virgem Maria.
XEXÊRO - Aquele que falta aos compromissos. Ver
"XÊXO".
XÊXO - Dar o xêxo é faltar ao compromisso.
ZUADENTO - Barulhento.
ZAMBETA - Cambota.

Fonte: http://www.valerie.com.br/raimunda/dicionario.html