segunda-feira, 26 de novembro de 2012

26 de Novembro de 1993 - Morria o ator Grande Otelo

Jornal do Brasil: Grande otelo sofre parada cardíaca ao desembarcar em Paris 
 Grande Otelo
 O ator Grande Otelo, um dos maiores talentos artísticos do Brasil, morre aos 78 anos vítima de parada cardíaca.
Grande Otelo (ou Othelo), pseudônimo de Sebastião Bernardes de Souza Prata, nasceu em Uberlândia, 18/10/1915 e morreu em Paris em 26/11/1993.
Ator, compositor e cantor brasileiro, pai do também ator José Prata
Jornal do Brasil: Grande otelo sofre parada cardíaca ao desembarcar em Paris
Grande artista de cassinos cariocas e do chamado teatro de revista, participou de diversos filmes brasileiros de sucesso, entre os quais as famosas comédias nos anos 1940/50, que estrelou em parceria com o cômico Oscarito, e a versão cinematográfica de Macunaima, realizada em 1969. Conheceu Orson Welles quando este veio filmar no Brasil, na década de 1940. O grande ator e diretor norte-americano considerava Grande Otelo o maior ator brasileiro.
Vida pessoal repleta de tragédias
A trajetória de sucesso foi marcada por uma vida pessoal plena de tragédias. O pai do artista morreu esfaqueado e a mãe era alcoólatra. Quando já era um ator consagrado, sua mulher matou o filho adotivo do casal, de 6 anos de idade e suicidou-se em seguida. Ao saber do crime, Otelo bebeu sem parar e depois foi para o set filmar uma cena de Romeu e Julieta. Por 25 anos, o ator recusou-se a assistir esse filme.
Posteriormente, casou-se com Olga, que lhe deu quatro filhos, e com quem viveu por mais de 20 anos. Separou-se e em 1987, durante uma briga, a terceira mulher de Otelo o esfaqueou no peito, sem conseqüências graves.
 

Grande Otelo

 GRANDE OTELO - (SEBASTIÃO BERNARDES DE SOUZA PRATA)
Nascimento: 18/10/1915, Souza, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil
Falecimento: 26/11/1993, ao desembarcar no Aeroporto Charles DeGaulle, Paris, França
Causa: Ataque cárdio-vascular
Cantor, compositor, comediante e ator cinematográfico (estréia em "Noites Cariocas", 1936); ganha o apelido de "Pequeno Otelo" (depois transformado em "Grande") na Ópera Nacional; destaca-se nas chanchadas da ATLANTIDA (anos 1950), em dupla com Oscarito; faz mais de 100 filmes.

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