quarta-feira, 21 de novembro de 2012

21 de novembro - Dia da Homeopatia

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O dia 21 de novembro é a data na qual se comemora o Dia da Homeopatia, foi oficialmente instituído em homenagem à chegada em terras brasileiras do homeopata francês Dr. Benoit Jules Mure (1809-1858), a bordo do navio Eole, junto com 100 famílias provenientes da França.

    Nascido em uma família rica de Lyon, prematuro de 7 meses, com graves problemas de saúde, formou-se médico em Montpellier, reduto da medicina vitalista.

    No ano de 1833 é salvo pela homeopatia, de um quadro de Tuberculose, pelo Conde Dr. Sebástien des Guidi, discípulo de Hahnemann e que introduziu na França a homeopatia.

    Torna-se pupilo de Hahnemann em Paris e começa a divulgar a homeopatia na Europa, principalmente na Itália e França.
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    Na França ingressa no movimento que segue a doutrina social de Charles Fourier com ideais socialistas, vê nessa associação a possibilidade de discutir e divulgar suas ideias por meio das publicações deste movimento.

    Devido a seu perfil inquieto, tenaz, utopista e inconformado, e associado com a elite operária, surgiu a ideia de estender o projeto de colonização social, baseado nas ideias propostas pelo faurerismo, para além das fronteiras da França.

    Em 21 de setembro de 1840, em conversa com o cônsul brasileiro em Paris, ficou oficializada a vinda do Dr. Mure ao Brasil.
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    Chegando ao Rio de Janeiro, começa a clinicar e a difundir a homeopatia no bairro da Lapa.

    Bento Mure como passa a ser conhecido no Brasil, após autorização do governo imperial brasileiro, em 22 de dezembro, parte junto com as 100 famílias a colonizar a península do Saí, na divisa do Paraná com Santa Catarina, visando criar um falanstério, uma colônia industrial com pessoas qualificadas que fabricariam máquinas a vapor.

    Após diversos problemas, a colônia do Saí não chega a prosperar, obrigando Mure a voltar ao Rio de Janeiro em meados de 1843, mas sem antes instalar o Instituto Homeopático do Saí e uma Escola Suplementar de Medicina sob a orientação do Dr. Thomaz da Silveira.

    No Rio de Janeiro, em Dezembro de 1843, junto com o médico português e discípulo Vicente José Lisboa, fundou-se o Instituto Homeopático do Brasil, na Rua São José 59, propagando a homeopatia em favor dos escravos, pobres e excluídos pela sociedade, já que era um tratamento barato e eficaz, sendo um entusiasta de uma medicina social mais efetiva. Posteriormente no mesmo endereço, cria-se a escola de formação homeopática, a Escola Homeopática do Brasil, para formação dentro dos princípios hahnemannianos puros.

    A partir desta iniciativa, criam-se novos consultórios na cidade e no interior do Rio e São Paulo expandindo a atividade homeopática. Inaugura-se também, o que viria a ser a primeira farmácia homeopática do país, chamada de Botica Homeopática Central assim como a Casa de Saúde Homeopática na Chácara do Marechal Sampaio, fundada em 1846.

    Em 1847, Mure e seus companheiros editam a revista “A Sciência”, com o intuito de difundir os progressos da homeopatia.

    Após desentendimento com o Dr. Domingos de Azevedo Coutinho Duque de Estrada e outros colaboradores, Dr.Mure em 13 de abril de 1848 deixa o país, porém como legados ficam mais de 75 dispensários, as obras “Patogenesia Brasileira e Doutrina da Escola Médica do Rio de Janeiro” e “Prática Elementar da Homeopatia”, esta com uma tiragem de mais de 10.000 exemplares, que ajuda a reduzir a taxa de mortalidade de 10% para 2 a 3%, entre os escravos das plantações de cana de açúcar, além de ter formado mais de 500 alunos.

    Dr. Bento Mure acaba falecendo em 4 de março de 1858, no Egito, quando se preparava para voltar ao Brasil.

    A palavra "homeopatia" tem origem grega (homeo = "semelhante" + patia = "sofrimento" ou seja, "sofrimento semelhante"). A homeopatia é um ramo da medicina criado e desenvolvido pelo médico alemão Christian Friedrich Samuel Hahnemann, nascido em Meissen em 1755, e falecido em Paris em 1843.

    Desiludido com a medicina alopática, Hahnemann deixou de clinicar e passou a se dedicar somente à tradução de livros. Em 1790, ao traduzir o livro Matéria Medica de William Cullen, observou que a descrição dos quadros de intoxicação por quinino era semelhante ao quadro clínico da malária, doença tratada com aquela substância.

    Foi do "princípio da semelhança" que se originou toda a base do tratamento homeopático. Já Hipócrates, o "pai da medicina moderna", descrevia dois princípios básicos da cura: o "princípio da similitude" (os semelhantes se curam pelos semelhantes) e o "princípio dos contrários" (os contrários se curam pelos contrários).

    Este último princípio, adotado no século II pelo médico grego Cláudios Galeno, é usado até hoje, pois os tratamentos são feitos à base de anti (prefixo grego que significa "ação contrária", "oposição"): antibiótico, antiinflamatório, antibacteriano, antialérgico, anti-séptico, etc.

    Em razão dessa descoberta, Hahnemann voltou a clinicar e passou a experimentar em si mesmo um número cada vez maior de substâncias. Após seis anos de intenso trabalho e observação clínica rigorosa, em 1796, publicou seu primeiro artigo sobre o assunto. Em 1810, publicou a primeira edição de seu mais importante livro: Organon da arte de curar.

    Em 1810, o brasileiro José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, grande naturalista e estudioso da mineralogia, conheceu a teoria homeopática ao se corresponder com Hahnemann, considerado o maior químico da época.

Homeopatia analisa aspectos físicos e mentais





Tratamento é personalizado e tem como objetivo tratar o paciente integralmente
Prevenir alguma doença ou enfermidade é a melhor alternativa para manter a saúde. Com os avanços científicos e tecnológicos fica cada vez mais fácil manter as doenças bem longe, especialmente quando a preferência é por tratamentos mais naturais. A homeopatia é uma das terapias holísticas que ajuda a evitar, curar ou atenuar as enfermidades. “Homeos significa semelhante e pathos é doença. A homeopatia é uma especialidade que trata o indivíduo de forma global e não pontual como a medicina tradicional”, observa o terapeuta ortomolecular Antônio C. Malaguti.
Na medicina alopata o objetivo é amenizar os sintomas e curar uma doença específica. Já na homeopatia o tratamento visa equilibrar o organismo como um todo para controlar o estado de saúde. Antônio explica que por este motivo cada paciente recebe uma estratégia diferente, ou seja, pessoas com o mesmo problema são tratadas de formas diferentes. “O tratamento é personalizado e leva com consideração os aspectos físicos, mentais, emocionais e até comportamentais”, esclarece o terapeuta, que é membro do Sindicato dos Terapeutas do Rio de Janeiro (Sinter-RJ).
A homeopatia chegou ao Brasil graças ao médico francês Benoit Jules Mure em 1840 e foi reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina em 1980. As técnicas homeopáticas são baseadas em quatro princípios: a lei da semelhança, na qual o fator que causa uma doença que não existe pode curar uma enfermidade que existe; a experimentação; único remédio, um medicamento trata o paciente como um todo; e doses mínimas, quanto mais diluído e mais energizado maior é o poder de cura do medicamento. “Os benefícios são obtidos pelos estímulos energéticos”, ressalta.
Segundo o terapeuta holístico e ortomolecular Paulo Edson Reis Jacob Neto, presidente do Sindicato dos Terapeutas do Rio de Janeiro (Sinter-RJ), a homeopatia possibilita intervenções menos agressivas ao organismo, pois não atua com o efeito químico de drogas. “A primeira consulta normalmente é longa e o especialista busca humanizar o máximo possível este contato com o paciente. O indivíduo é examinado detalhadamente para que o profissional possa encontrar características que não foram informadas ou passaram despercebidas em um primeiro momento”, afirma.
O homeopata costuma avaliar as questões mentais, como as vontades e os aspectos afetivos, as questões gerais – relacionadas ao apetite e sono, por exemplo -, e os pontos locais, neste caso dores, manchas e outras manifestações do desequilíbrio do corpo. “Os hábitos alimentares, o cotidiano, os relacionamentos profissionais e pessoais, os desejos e frustrações, tudo é levado em consideração na consulta com o homeopata. Desta forma o diagnóstico é completo e o tratamento mais assertivo”, destaca Paulo, que ministra aulas de terapias naturais.
Mesmo sendo uma especialidade que trata o paciente integralmente, na homeopatia é necessário diferenciar as doenças agudas das crônicas. O tratamento homeopático das patologias agudas promove a melhora do estado de saúde do paciente com muito mais rapidez do que comparado ao uso de medicamentos alopáticos. “Nas doenças crônicas a homeopatia atua mais lentamente e os benefícios são observados a longo prazo, com melhoras progressivas. Como o principal objetivo é reestabelecer o equilíbrio integral do corpo o tratamento tem maior duração, mas acaba, diferentemente do tratamento alopático, que pode durar a vida toda”, acrescenta Paulo.
Para Paulo é fundamental que a homeopatia seja utilizada pela população para promover a saúde, mas assim como outras ciências, ela tem indicações, limitações e contra-indicações. Além disso, os medicamentos homeopáticos não podem ser usados de forma indiscriminada. “É preciso conferir a qualificação do profissional e ter a certeza de que se trata de um especialista com a formação necessária para atuar como homeopata. O tratamento sempre deve ser personalizado e não pode ser indicado igualmente para outras pessoas”, orienta.

A DOENÇA NA VISÃO DA HOMEOPATIA

A saúde configura-se como um estado de harmonia entre a mente e o corpo, estado esse que pressupõe o equilíbrio, quer das funções cerebrais, quer dos diversos órgãos. A doença na concepção de Hahnemann (pai da homeopatia), é algo invisível. É um distúrbio da força vital invisível. Hahnemann considera como força vital a vida que anima um ser vivo. Toda a globalidade psicossomática da entidade viva estruturada no interior de um invólucro, que sem os compostos que o “animem”, nada mais é do que um cadáver. A definição de saúde não é compreensível sem que tenhamos em linha de conta o “ser” global, nos seus três níveis de existência: o mental, o emocional e o físico. “A carência fundamental da medicina moderna, mecanicista e materialista, é a de ter ignorado e ocultado a realidade holística do ser humano no âmbito da saúde e da enfermidade. Também é consequência de ter ignorado e ocultado as leis da vida por uma ausência total de educação e de informação” – Laurent Messian –.
A nossa luta permanente, desde o nascimento até à morte, constitui-se como um combate duradouro contra as agressões do meio ambiente, o que implica um equilíbrio dos três níveis de existência e um fortalecimento constante do sistema imunitário. Estamos doentes, em regra, quando o nosso sistema imunitário é portador de uma deficiência específica. Tratar uma determinada patologia ou prevenir patologias futuras, implica grosso modo, o reequilíbrio de todas as nossas funções e consequente reforço da imunidade. A doença que não tem necessidade de intervenção cirúrgica ou é aguda, crônica, por abuso de medicamentos ou por deficientes condições de vida. Muito antes da conceptualização da Medicina Psicossomática, aquele afirma que existem doenças psíquicas geradas por doenças físicas e moléstias orgânicas condicionadas pela persistência de ansiedades, aborrecimentos, irritações, injustiças, medos, mágoas e traumas, que em pouco tempo podem destruir a saúde física. As doenças do homem físico, são as do homem psíquico. Quanto mais forem as queixas físicas, mais doente estará o indivíduo. Se predominarem as queixas psíquicas, a terapêutica homeopática será extraordinariamente eficaz impedindo que o paciente seja acometido ulteriormente por padecimentos orgânicos. Na doença aguda, decorrendo da sua atualidade, os principais sintomas são facilmente individualizáveis, exigindo-se um pequeno esforço do homeopata e do paciente para se delinear o quadro clínico. Selecionado e ministrado o correto medicamento homeopático, a doença declinará imperceptivelmente, levando algumas horas se é de recente instalação ou mais tempo se for de longa duração constatando-se primariamente a melhoria do estado mental. Um aumento do conforto, da serenidade e de certo modo, da alegria com retorno ao estado natural de equilíbrio, é um índice seguro de melhoria.
Coabitação de doenças: Não deixa de ser frequente, que duas ou mais doenças coexistam no mesmo organismo simultaneamente. Caso tal fato suceda, a força relativa das enfermidades é que determina qual prevalecerá. Na presença de duas doenças distintas no mesmo organismo e sendo a mais antiga de força superior à que foi contraída recentemente, observar-se-á que a mais atual será repelida pela original – não se verifica uma aniquilação da enfermidade mais recente, mas sim, uma total inabilidade desta em penetrar no organismo. Caso a doença recentemente instalada tenha uma força superior à doença que já residia no organismo, ocorrerá que a mais antiga permanecerá estacionária até que a neoformada complete o seu curso natural. Resulta deste conceito que a Dinamis ou Força Vital não consegue curar uma doença com a instalação de uma outra diferente – “ A Natureza não consegue curar uma doença com a instalação de outra, mesmo que mais forte se a nova doença for diferente daquela já presente no organismo” –, mesmo de força superior. Somente nas circunstâncias em que ambas as doenças se assemelham na sua sintomatologia é que se experimenta a aniquilação mútua das enfermidades. Dificilmente uma doença aguda constituirá um quadro complexo com uma crônica. Aquela excluirá esta, temporariamente.
Iatrogenia: No seio das doenças crônicas surge um grupo de enfermidades que tem aumentado no decorrer das décadas e que, infelizmente, se assumem como as mais graves e incuráveis das doenças de longa duração. Referimo-nos às doenças iatrogênicas, ou seja, aquelas que são produzidas por ações médico-terapêuticas inadequadas. Aqui vai assumir uma importância, que não pode ser atribuída a qualquer outra terapêutica ortodoxa ou alternativa, a Isopatia, com a inerente dessensibilização do organismo, extirpando as toxinas acumuladas pelo efeito antídoto. Hahnemann afirma ser praticamente impossível proceder à cura de tais enfermidades, após estas terem ultrapassado certa fase do seu quadro evolutivo.
Fontes: Sindicato dos Terapeutas do Estado do Rio de Janeiro (SINTER-RJ) , https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiQygtKmHZBzAjruzSCQXeiM6S3peU5CDk7rbg4ELdBDOhABXUhIrfDagZb9ft2Gw2e6pwMQIlnxgwoAGrY6Bn-XDevZ18r3DA6O4ISlBgloivMRvQBrhenVye51KGjy0MqiRYgGM9U9ynt/s1600/Dia+do+Homeopata.jpg , http://www.homeoesp.org - José Maria Alves dos Reis

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