O surdo-mudo é uma pessoa que tem ambas as deficiências: auditiva e da fala.
Muitas pessoas acreditam que o surdo-mudo vive isolado em função de tais limitações, mas essa crença não é verdadeira, pois ele é tão capaz de aprender quanto qualquer pessoa que não possua deficiência alguma. Os surdos-mudos podem realizar muitos tipos de atividades; basta que desenvolvam outros sentidos e que sejam estimulados. A integração dessas pessoas na sociedade é de suma importância, por isso é preciso respeitá-las e reconhecer seus direitos.
Muitas pessoas acreditam que o surdo-mudo vive isolado em função de tais limitações, mas essa crença não é verdadeira, pois ele é tão capaz de aprender quanto qualquer pessoa que não possua deficiência alguma. Os surdos-mudos podem realizar muitos tipos de atividades; basta que desenvolvam outros sentidos e que sejam estimulados. A integração dessas pessoas na sociedade é de suma importância, por isso é preciso respeitá-las e reconhecer seus direitos.
Nem
todos os deficientes auditivos são mudos, visto que muitos têm voz e
conseguem falar se forem estimulados por fonoaudiólogos. Quando uma
criança nasce com problemas de audição, é preciso estimulá-la desde cedo
para que aprenda a falar. Mesmo que essa percepção se faça tardiamente,
ainda assim, as chances do aprendizado da fala são grandes.
É
necessário que a população aprenda mais sobre os deficientes auditivos e
de fala. Isso lhe daria a real visão da capacidade criativa e produtiva
dessas pessoas, visto que deficiência física não é o mesmo que
deficiência mental.
Na palavra "Efatá!" , que significa “Abre-te!”
(Mc 7, 34), pronunciada por Jesus ao curar um surdo-mudo, há um grande
ensinamento: é preciso que estejamos sempre abertos ao entendimento
entre os seres humanos, tenham eles as limitações que tiverem, pois
todos nós possuímos, de uma maneira ou de outra, algum tipo de limitação
que pode e deve ser superada com esforço e boa vontade.
Em
suma, os surdos são pessoas que têm os mesmos direitos, os mesmos
sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos, assim como todos. Se
ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza,
sinceridade e bom humor nunca falham.”
Algumas dicas importantes:
*Não
é correto dizer que alguém é surdo-mudo. Muitas pessoas surdas não
falam porque não aprenderam a falar. Muitas fazem a leitura labial, e
podem fazer muitos sons com a garganta, ao rir, e mesmo ao gestualizar.
Além disso, sua comunicação envolve todo o seu espaço, através da
expressão facial-corporal, ou seja, o uso da face, mãos, e braços, visto
que, a forma de expressão visual-espacial é sobretudo, importante em
sua língua natural.
*Falar
de maneira clara, pronunciando bem as palavras, sem exageros, usando a
velocidade normal, a não ser que ela peça para falar mais devagar.
*Usar um tom normal de voz, a não ser que peçam para falar mais alto. Gritar nunca adianta.
*Falar diretamente com a pessoa, não de lado ou atrás dela.
*Fazer
com que a boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente
à boca torna impossível a leitura labial. Usar bigode também atrapalha.
*Quando
falar com uma pessoa surda, tentar ficar num lugar iluminado. Evitar
ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo), pois isso dificulta a
visão do rosto.
*Se
souber alguma língua de sinais, tentar usá-la. Se a pessoa surda tiver
dificuldade em entender, avisará. De modo geral, as tentativas são
apreciadas e estimuladas.
*Ser
expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças
sutis de tom de voz, que indicam sentimentos de alegria, tristeza,
sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos ou sinais e o
movimento do corpo são excelentes indicações do que se quer dizer.
*A conversar, manter sempre contato visual, se desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou.
*Nem
sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se houver dificuldade em
compreender o que ela diz, pedir para que repita. Geralmente, os surdos
não se incomodam de repetir quantas vezes for preciso para que sejam
entendidas.
*Se for necessário, comunicar-se através de bilhetes. O importante é se comunicar. O método não é tão importante.
*Quando o surdo estiver acompanhado de um intérprete, dirigir-se a ele, não ao intérprete.
*Alguns
preferem a comunicação escrita, alguns usam linguagem em código e
outros preferem códigos próprios. Estes métodos podem ser lentos,
requerem paciência e concentração.

Fonte: http://datasacomemorar.blogspot.com.br/2011/02/23-fevereiro-dia-nacional-do-surdo-mudo.html




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