terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

05 de Fevereiro - Dia do Datiloscopista


É o profissional que identifica as impressões digitais das pessoas. Identificar uma pessoa significa diferenciá-la das demais. A possibilidade de duas pessoas apresentarem a mesma impressão digital é uma em 64 bilhões. Além disso, os desenhos das palmas das mãos e das extremidades dos dedos definem-se no quarto mês de vida intra-uterina e jamais se modificam. Esta técnica foi adotada em 1891 pela Scotland Yard, a famosa polícia de Londres, na Inglaterra. Chegou ao Brasil em 5 de fevereiro de 1963, daí o Decreto 52.871, que considera este o Dia do Datiloscopista Brasileiro. A profissão requer domínio de um verdadeiro arsenal químico, aliado à tecnologia de ponta. Certos sistemas informatizados são capazes de realizar até 200 mil comparações por segundo. 
História da datiloscopia

O primeiro sistema científico de identificação foi o Sistema Antropométrico, lançado em Paris por Alfonse Bertillon, em 1882. Em 1888, o inglês Francis Galton estabeleceu as bases científicas da impressão digital. Poucos anos mais tarde, em 1º de Setembro de 1891, Juan Vucetich apresentou seu sistema de identificação, com o nome de Icnofalangometria. O termo cunhado por Vucetich foi modificado por Francisco Latzina, em 1894, que sugeriu o nome datiloscopia, constituído por elementos gregos (da´ktylos, dedos) e (skopêin, examinar). A datiloscopia ganhou novo impulso com a adoção oficial desse sistema, em 1891, pela Scotland Yard.


A Impressão digitalImpressão digital, também conhecida pelo termo datilograma, é o desenho formados pelas papilas (elevações da pele), presentes nas polpas dos dedos das mãos, deixado em uma superfície lisa. As impressões digitais são únicas em cada indivíduo, sendo diferentes inclusive entre gêmeos univitelinos. Tal característica, chamada unicidade, as fazem serem utilizadas como forma de identificação de pessoas há séculos.

As papilas são formadas durante a gestação e acompanham a pessoa até a morte, sem apresentar mudanças significativas. Esta propriedade é conhecida como imutabilidade. A impressão digital apresenta pontos característicos e formações que permitem a um perito (papiloscopista) identificar uma pessoa de forma bastante confiável. Tal comparação é também feita por sistemas computadorizados, os chamados sistemas AFIS (Automated Fingerprint Identification System, Sistema de Identificação Automatizada de Impressão Digital).

Algumas pessoas, contudo, apresentam as pontas dos dedos lisas, o que caracteriza a chamada Síndrome de Nagali; nestes casos, a identificação é feita pela íris ou outra forma de identificação biométrica adequada.

Em 2006, pesquisadores da Faculdade de Medicina de Haifa, em Israel, anunciaram ter descoberto que tal síndrome é decorrente do mau funcionamento de uma proteína conhecida como cretin 14. A utilização de impressões digitais para identificar pessoas é utilizado desde a Antiguidade em diversos lugares, como Mesopotâmia, Turquestão, Índia, Japão e China, com o objetivo de autenticar documentos e selar acordos civis e comerciais.

A datiloscopia no Brasil

O introdutor da datiloscopia no Brasil foi José Félix Alves Pacheco. Nascido em Teresina em 1879, gradua-se em Direito no Rio de Janeiro. Aos 18 anos, vira repórter de O Debate. Trabalha no Jornal do Comércio. Não satisfeito, vira seu proprietário.

Político influente, é eleito diversas vezes deputado federal. Em 1902, convence o presidente Rodrigues Alves a adotar a datiloscopia nos sistemas de identificação de civis e criminosos, desaparecidos e cadáveres. No decreto, que também cria o Gabinete de Identificação e Estatística, a impressão digital é considerada a prova mais concludente e positiva da identidade do indivíduo.



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